O presidente do SL Benfica, Luís Filipe Vieira, deverá ser brevemente alvo da primeira acusação formal do Ministério Público num dos diferentes processos em que é suspeito.

O jornalista e editor de Justiça da TVI, Henrique Machado, começou por destacar que Vieira é suspeito em vários processos, para além do Caso Lex.

Luis Filipe Vieira tem suspeitas de crime de burla no âmbito do BPN", destacou o jornalista.

No Caso Lex, cuja investigação da Polícia Judiciária está concluída, a TVI sabe que o presidente do Benfica responderá pelo crime de recebimento indevido de vantagem.

Henrique Machado, considera que Luís Filipe Vieira é um dos vários tentáculos deste processo em torno do juiz Rui Rangel".

Vieira está longe de ser a figura central. Essa é Rui Rangel", disse Henrique Machado.

 

O jornalista do Observador, Luis Rosa, começou a sua intervenção por destacar que acusação pode não estar pronta antes de 15 de julho, data de início das férias judiciais.

A preocupação de Vieira era a de acelarar o processo", considerou Luís Rosa.

 

A advogada Sofia Matos considerou que a acusação de Luís Filipe Vieira "bom sinal para a Justiça", que tem sido arrasada ultimamente.

Afinal os presidentes dos clubes de futebol tambem se sentam no banco dos arguidos e respondem pelas práticas dos crimes", acrescentou.

 

Sobre o processo das armas de Tancos, o juiz Carlos Alexandre decidiu enviar os 23 arguidos para julgamento, incluindo o ex-ministro da Defesa.

A decisão do juiz de instrução depressa levantou polémica porque, no despacho de pronúncia, o magistrado sugere claramente que , além de Azeredo Lopes, outros membros do Governo tinham conhecimento do plano para recuperar o armamento.

Depois de ser conhecida a decisão instrutória, o primeiro-ministro António Costa, falou publicamente sobre o caso, num programa televisivo, onde ironizou sobre o julgamento de Tancos e disse que a narrativa do despacho é de tal forma original que considera "mais grave a recuperação, do que o furto das armas".

Para o jornalista Henrique Machado, as declarações do primeiro-ministro foram "infelizes" porque "um primeiro-ministro é sempre primeiro-ministro em funções", uma vez que esta é uma questão de Estado.

Um primeiro-ministro não está de folga nas horas vagas quando vai a programas de humor", considerou o jornalista.

 
Redação