Donald Trump na Assembleia Geral da ONU, escalada de preços do petróleo, Venezuela, Brexit e Brasil são alguns dos temas quentes da semana e que Paulo Portas quis abordar no espaço de comentários Global na TVI.

Paulo Portas começou por lembrar o discurso do presidente norte-americano na Assembleia-Geral das Nações Unidas em que mostrou muito sobre modéstia e pôs a audiência a rir.

Abordou ainda a questão das relações dos EUA com a “ex-inimiga” Coreia, o Irão e a China, país que sublinhou.

"O problema dos EUA é precisamente a China. Os EUA não são ameaçados nem pela Rússia, nem pela União Europeia, nem pelo Canadá, nem pelo México. Quem ameaça a liderança global dos EUA é evidentemente a China", afirmou.

Depois de falar de Trump e do protecionismo que ele defende, contra a globalização, espaço para comentar os efeitos da política comercial que o presidente pratica no país na economia global.

Daí, oportunidade para entrar no segundo tema: a escalada dos preços do petróleo e juros nos EUA. O petróleo regressou recentemente aos 80 dólares por barril, o nível mais alto dos últimos quatro anos.

"Terminou, em princípio, a época, que foram alguns anos, do petróleo barato", afirmou.

O comentador abordou os efeitos que esta escalada terá salientado que os juros já subiram nos EUA oito vezes e na Europa se mantêm em 0%.

No campo da diplomacia, houve tempo para falar da Venezuela e do braço-de-ferro diplomático entre Portugal e aquele país da América latina. Paulo Portas deu destaque no espaço de comentário à crise na Venezuela e aos portugueses que lá estão, bem como à intervenção diplomática do país.

"Eu acho que certamente terá havido uma intervenção diplomática de Portugal e quem a fez, fez bem em fazê-la, porque o primeiro dever de uma política externa é proteger não apenas o interesse nacional, mas os portugueses ou descendentes de portugueses onde quer que eles estejam", disse.

Paulo Portas quis destacar ainda a disponibilidade de Maduro para um encontro com Trump e condenou a política do presidente da Venezuela: “Não faz qualquer espécie de sentido. Falhou por todos os lados”.

Nos assuntos globais nacionais, destaque para o primeiro-ministro e o caso do aeroporto do Montijo.

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros quis relembrar as palavras de António Costa na Cimeira do Turismo em relação ao novo Aeroporto na margem sul.

"O primeiro-ministro ou teve um problema de memória ou aproveitou para tentar confundir as pessoas. Não é preciso usar um argumento falso para justificar uma decisão certa", destacou.

Antes de fechar o espaço de comentário, Paulo Portas abriu o bloco de notas e comentou alguns temas destacando pontos essenciais.

Começou pelas eleições do Brasil, para as quais falta uma semana e que têm, nesta altura, Bolsonaro e Haddad no centro da discussão. "Entre a peste e a cólera, venha o diabo e escolha", diz Portas sobre candidatos.

Comentou ainda, em relação ao Brexit, o facto de Corbyn ter pedido eleições antecipadas ou novo referendo no Reino Unido.

De um ponto de vista global digital, destaque para o tweet enganador que obrigou Elon Musk a deixar a presidência da TESLA. Tudo por uma questão de palavras mal empregues que mexeram com a bolsa de valores.

A América realmente é capaz de tudo ao mesmo tempo”, referiu o comentador.

Paulo Portas não quis deixar de comentar a nomeação de Kavanaugh por Donald Trump para o Supremo Tribunal, caso que expôs uma fratura política nos EUA nos últimos dias.

A fechar, destaque para o novo Campus da Universidade Nova de Lisboa, inaugurado este sábado em Carcavelos.

"Foi, talvez, das melhores coisas que o Estado fez deixando a iniciativa privada ajudá-lo a fazer", destacou.