"Se tudo acalmar o Vice-almirante Gouveia e Melo será Chefe de Estado Maior da Armada". Esta foi a ideia defendida por Paulo Portas, este domingo, no seu espaço de comentário na TVI, "Global". O comentador não tem dúvida que essa é uma nomeação "não controversa" e que "houve, certamente, uma falha de comunicação. Ou entre o Ministro da Defesa e o Primeiro-ministro, ou entre o Primeiro-ministro e o Presidente da República".

De alguma ironizou dizendo que a confusão em redor deste tema dava "ideia que os civis conseguiram causar um distúrbio numa nomeação militar". Sem medo assumiu que achava que "ele será um bom Chefe de Estado Maior da Armada", até porque "é um militar que ganhou um imenso respeito por parte dos portugueses".

Paulo Portas considerou que o Presidente da República teria sido "em certo sentido apanhado de surpresa pela acelaração do processo", já que o que era expectável era acontecer "à volta de março de 2022".

Quanto à reação de Marcelo Rebelo de Sousa, o comentador lembrou que "o Presidente da República é o Comandante Supremo das Forças Armadas" e "tinha que proteger as suas atribuições". E, de certeza, "este Presidente da República nunca aceitará uma redução de uma única competência".

Outro dos temas abordados foi resultado das eleições na Alemanha, onde Olaf Scholz, dos sociais-democratas, foi declarado vencedor. Sobre esta vitória Paulo Portas lembra que a política é volátil e que "à seis meses estava destinado a ir para a oposição". Mas acabou por vencer: "Ganhou e ganhou porque é moderado". Mas, na sua opinião, Merkel deverá ficar até ao Natal, já que as "negociações vão ser muito lentas".

Relativamente às eleições autárquicas em Portugal, Paulo Portas assumiu que ficou "satisfeito" com a vitória de Carlos Moedas em LIsboa e que sempre achou que a diferença, frente a Fernando Medina, era "muito menor do que o que as sondagens diziam", mas "não tinha nenhuma bola de cristal". Sobre Carlos Moedas considera que ele se pode "tornar numa figura politica essencial em Portugal, mas isso depende dele" e se fizer um bom trabalho na Câmara.

Sobre Fernando Medina, Paulo Portas considerou que fez um bom discurso, após a derrota, e não considera "que ele só tenha feito coisas más, cuja fatura pagou".

Patrícia Pires