Fernando Medina regressou, esta segunda-feira, ao seu habitual espaço de comentário, na TVI24, onde falou sobre os principais temas da atualidade.

A DGS já determinou as normas e a festa do Avante! vai mesmo realizar-se. Algo que, para Fernando Medina, “faz todo o sentido” na lógica da reabertura “gradual”.  

"Faz todo o sentido fazer a Festa do Avante!", afirmou Fernando Medina.

Para o presidente da Câmara de Lisboa, o evento comunista deve ser encarado como outra atividade que regressa em tempos de covid-19, tal como acontece com a reabertura "dos espaços comerciais, das salas de espectáculo, feiras do livro ou da praia" e que "fazem todo o sentido acontecer desde que se definam e sejam cumpridas regras de segurança de acordo com as orientações que a DGS emite".

Fernando Medina lembrou ainda que a Festa do Avante! se trata de um evento organizado por um partido político, e que Portugal "tem na Constituição e na Lei uma salvaguarda especial decorrente do próprio funcionamento da nossa sociedade democrática". 

O comentador da TVI24 foi também muito crítico das “tentativas de condicionamento político” de que o PCP foi alvo, apontando o dedo ao líder do PSD, Rui Rio. 

“"Se percebo o receio de muitas pessoas, não compreendo e não aceito os pronunciamentos políticos que manifestamente passaram todos os limites do ponto de vista de tentativa do condicionamento da ação do PCP na organização da Festa do Avante!. Acho que Rui Rio foi longe de mais. Aquilo que ele diz vai muito para lá daquilo que é o requisito de exigência de regras sanitárias”, frisou.

Medina falou ainda sobre a possibilidade de uma crise política, depois da ronda de negociações entre o Governo e os partidos à esquerda. Algo que, diz, numa altura em que o país enfrenta uma crise, seria inconcebível para qualquer português.

A 44.ª edição da Festa do “Avante!”, que se realiza entre 04 e 06 de setembro, só vai ter lugares sentados nos diversos espetáculos, incluindo no maior e principal palco denominado 25 de Abril, segundo o Plano de Contingência hoje divulgado pelo PCP.

A organização da Festa do Avante! "tem a responsabilidade" de aplicar várias medidas para reduzir o risco de infeção e para a saúde pública por propagação da doença covid-19 durante o evento, afirma o parecer da DGS hoje divulgado.

No seu parecer técnico sobre a realização da Festa do Avante! deste ano, a DGS refere que a tipologia do evento "acarreta diferentes riscos" e a organização "tem a responsabilidade de aplicar medidas de redução de risco e de cumprir, promover e garantir o cumprimento da legislação vigente aplicável, bem como das normas, orientações e recomendações da DGS, durante todo o período de duração do evento, atendendo ao risco existente de infeção por Sars-Cov-2 e ao risco para a saúde pública por propagação da doença covid-19".

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 847.071 mortos e infetou mais de 25,2 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.822 pessoas das 58.012 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

Redação / JGR/BC