Miguel Sousa Tavares disse, esta segunda-feira no espaço de comentário do Jornal das 8, que o país pode estar próximo de um desastre ambiental relacionado com a problemática da escassez de água.

O regadio no Baixo Alentejo pode acabar em 2050 se a gestão da água não for feita de forma correta.

Podemos estar a caminhar para um desastre ambiental naquilo que foi o maior investimento público que este país jamais fez", sublinhou o também editor do bloco informativo.

Os problemas têm surgido devido à utilização de pesticidas nas terras que prejudicam a população e colocam em causa o ambiente.

Por outro lado, o baixo preço da água provoca a existência de culturas em zonas impróprias.

Miguel Sousa Tavares acredita que podemos estar à espera de um desastre.

O Ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, também esteve no Jornal das 8 para falar sobre a recente greve dos motoristas de matérias perigosas, uma iniciativa que causou o caos durante a semana passada.

Pedro Nuno Santos explicou em que consistiram as negociações que levaram ao fim da paralisação.

O Governo foi quem esteve menos desatento" à greve dos combustíveis, frisou.

No que diz respeito ao fim das parcerias público-privadas na saúde, Miguel Sousa Tavares diz ser uma “má medida.

Não percebo por que é que se nomeou uma comissão para estudar isto. Uma comissão de sábios, chega ao fim - e isto é muito português - e o Governo não gosta das conclusões, não lhe convém politicamente e deita para o lixo", destacou o comentador.

Catarina Martins frisou esta segunda-feira ter chegado a acordo com o Governo para o seu fim, não acreditando num recuo, mas Marcelo pode vetar.

Miguel Sousa Tavares comentou ainda a aprovação, pelo parlamento grego, de um relatório que exige 300 mil milhões de euros à Alemanha pela ocupação nazi.

A Grécia quer confiscar propriedades alemãs como garantia, mas Miguel Sousa Tavares diz que há duas maneiras de olhar para a problemática:

Do ponto de vista legal, de facto a Grécia prescindiu. Do ponto de vista político, é muito mais discutível", afirmou.