Soleimani era o mais destacado general do Irão e comandante de uma unidade de elite dos guardas da revolução, a força Al Quds. Os iranianos viam-no como herói e a noticia da morte do general levou às ruas multidões indignadas e revoltas, a exigir vingança contra o ataque feito pelos Estados Unidos.

O Governo norte-americano encara-o de forma oposta. Mas o que ninguém desmente é que se tratava de uma das figuras mais poderosas e influentes de todo o médio oriente.

Paulo Rangel explica que 2020 começou com uma situação extremamente preocupante a envolver Estados Unidos, Irão e Iraque. Ainda assim, o comentador da TVI diz que não está surpreendido e relembra que desde 2016 diz que o presidente norte-americano é um dos grandes fatores de instabilidade internacional.

Trump é o grande fator de instabilidade internacional”, refere Paulo Rangel.

 

Fernando Rosas foi ao encontro das palavras de Paulo Rangel e acrescenta que os Estados Unidos procuram exterminar a influência do Irão no Médio Oriente, através de uma guerra, desde que Trump chegou à Casa Branca. O comentador da TVI explica que a saída unilateral dos norte-americanos do acordo nuclear firmado com o Irão foi o primeiro anúncio do que está acontecer. Relativamente, ao assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, em solo iraquiano, Fernando Rosa diz que foi “um ato ilegal, completamente violador da soberania do Iraque e um crime contra a humanidade, um crime de guerra”.

Os Estados Unidos estão à procura de um pretexto para uma guerra com o Irão”, reitera Fernando Rosas.

 

Pedro Silva Pereira explica que o assassinato de Soleimani pode perturbar o clima de estabilidade global. O comentador diz mesmo que a decisão do presidente norte-americano pode gerar uma escalada de violência a nível global e descentralizada. Silva Pereira realça ainda que aparentemente esta foi uma ação desprovida de qualquer justificação e da qual vai sair resolução para nenhum dos problemas dos Estados Unidos.

Esta ação do presidente Trump é perigosíssima e arrisca-se a gerar uma escalada de violência não só no Médio Oriente, mas à escala global através do terrorismo”, avança Pedro Silva Pereira.