«Acho notável que um país com as dificuldades que a Grécia tem anuncie logo a seguir à vitória eleitoral subir o ordenado mínimo de 580 para 750€, dar um 13º mês a todos os pensionistas que têm até 700 euros de pensão e subir o nível de taxação de 5 mil para 12 mil euros. (…) De acordo com as contas do economista do Syriza que ajudou a fazer estas medidas custam por ano 12 mil milhões de euros. [Ele explicou onde é que vai buscar este dinheiro]: vai buscar 6 mil milhões a fundos comunitários, (…) 3 mil milhões à otimização da luta contra a fraude, e depois o mais notável, quando lhe perguntam onde [vão buscar os outros três mil milhões, ele responde] “três mil milhões é fácil, se só sobra isso, nós vamos encontrar”. É com esta irracionalidade que o Syriza está a encontrar forma de resolver os problemas nacionais».


eurodeputado só existem duas saídas

«A minha opinião é muito simples. Ou o Syriza cumpre as promessas eleitorais e leva a Grécia à bancarrota, ou a Grécia vai honrar os seus compromissos e vai trair as suas promessas eleitorais. Não é possível conciliar os dois».



«Nós precisamos é de pôr as economias a crescer. Mas como se não nos libertamos deste garrote da dívida? Se não há um esforço coletivo para permitir, por exemplo que o Banco Central Europeu possa emprestar diretamente financiamento aos Estados. (…) A cada instrumento que se soma na União Económica e Monetária deixa-se sempre de lado o social e, além disso, agravam-se as desigualdades entre as economias periféricas e do centro [da Europa]»



«Eles não têm nenhuma capacidade [de cumprir as medidas propostas] da forma que está a economia grega. (…) Talvez tenha sido a inexperiência governativa, eles arrojaram-se em promessas que não tinham condições para pagar. O que não podem dizer é: “porque tenho um mandato democrático, os portugueses, os franceses, os ingleses, os alemães, todos os outros vão pagar as minhas promessas”»
 


«Nós vamos viver uns dias e umas semanas em que eventualmente o novo governo grego vai ter de recuar nalgumas pretensões que tinha, (…) ou pelo menos retardando promessas eleitorais. Acho que há uma que era de execução imediata, e estou plenamente de acordo, que é pessoas que estejam no desemprego devem ter acesso ao serviço nacional de saúde. Quanto ao aumento de salários tenho as minhas dúvidas… O que me parece óbvio é que vai ter que haver cedências dos parceiros da zona euro, para um ponto mais equilibrado».


julga que seria impossível de concretizar em Portugal, mesmo para o Bloco de Esquerda

«Não acredito que o Bloco de Esquerda entrasse numa coligação com o PNR português ou com outro partido à direita do CDS. Não acredito. (…) Não há nenhuma razão para estes partidos estarem juntos».

Redação / EC