Paulo Portas analisou, no espaço de comentário "Global", que assina todos os domingos, no Jornal das 8 da TVI, a tensão entre o Irão e os Estado Unidos da América, centrando-se no engano que conduziu ao abate do avião ucraniano e nas mentiras que se lhe seguiram.

Através do Flight Radar, consegue-se perceber como são os voos. O avião voou muito poucos minutos, chgou a cerca de 7900 pés de altura e deixou de ter comunicações. Foi abatido. Este acidente trágico, que teve 176 vítimas mortais (…) mostrou ao mundo que o regime de Teerão (…) é, para dizer de uma maneira diplomática, analógico. Tem dificuldade em compreender que, no mundo moderno não é possível, nem esconder, nem dissimular, muito menos mentir, numa coisa tão grave.”

O comentador sublinhou a diferença do poderio militar entre Estados Unidos e o regime de Teerão e demonstrou que esse é um dos fatores que pode não dar azo à generalização do conflito“A generalização de um conflito implicava que os EUA o quisessem e que o Irão o pudesse ter. Nem os Estados Unidos o querem, com um presidente isolacionista, nem o Irão o pode ter.”

“É por isso que o Irão prefere fazer guerras em territórios terceiros e, de preferência, com soldados contratados, que são de terceiras nacionalidades”, rematou. 

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