Manuela Ferreira Leite defendeu esta quarta-feira, no seu espaço de comentário semanal, que o plano plurianual de investimento no Serviço Nacional de Saúde, anunciado pelo Governo, não passa de uma montagem mediática para distrair da deceção que será o Orçamento de Estado de 2020 para a Saúde.

Foi pura e simplesmente uma montagem mediática para transmitir a ideia de que, relativamente ao SNS, houve um olhar especial relativamente ao resto da administração pública", frisou a ex-ministra das Finanças. 

Para Manuela Ferreira Leite, não há qualquer plano estratégico e a saúde em Portugal continua a ser motivo de preocupação. 

O SNS não se conserta num ano nem em dois", frisou, alegando que o plano para a Saúde mais não faz do que antecipar-se ao orçamento, mas não se sabe "de que ponto parte nem a que ponto quer chegar". 

Manuela Ferreira Leite falou ainda sobre a guarda partilhada dos filhos de pais separados, dizendo que neste regime de regulação do poder parental a preocupa o facto de não ter sido avaliado e que várias iniciativas legislativas pretendem torná-lo obrigatório. Ferreira Leite assinala que várias associações que combatem a violência contra as mulheres estão contra este regime, que pode obrigá-las a ficar em casa com o agressor para não serem obrigadas a adotar o regime de residência alternada dos filhos. 

Ser aprovado apenas pelos partidos politicos nao é possível, tem que ter um debate profundo", sublinhou a comentadora. 

/ BC