«Temos a visão de que há optimismo a mais, mas é preciso viabilizar um Orçamento, porque senão seria pior». No entanto, «podiam ser aplicados outros tipos de medidas. Dá a ideia que isto tudo foi feito muito à pressa». A opinião é do presidente do Conselho Económico Social (CES), José Silva Peneda, em entrevista ao TVI24.

O Conselho Económico Social - que reúne confederações patronais, sindicais, e representantes de diversas áreas da sociedade civil - aprovou esta terça-feira um parecer sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2011, aprovando o documento, não sem antes deixar largas críticas a algumas medidas.

«O que se conclui é que se liga pouco ao que o CES diz. Se se tivesse olhado com atenção para as nossas recomendações no passado, não estaríamos onde estamos hoje», criticou o ex-ministro do Trabalho de Cavaco Silva.

Sobre a proposta do OE que está em cima da mesa, «há demasiado optimismo» já que o CES «vê com elevada probabilidade de recessão no próximo ano».

Sobre os grandes investimentos públicos, Silva Peneda considera que devem ser avaliados, apenas, numa única perspectiva: «A convicção de que vai ter retorno».

«O critério que tem de ser aplicado tanto no público como no privado: é ter a convicção de que o investimento vai ter retorno. Por isso, é preciso mudar comportamentos e ter muita autodisciplina».
Redação / RL