Os ministérios da Educação e da Saúde são os grandes perdedores no Orçamento do Estado para 2012, perdendo mais de 1.500 milhões de euros na sua dotação conjunta, muito por efeito do corte de salários na função pública.

Do lado oposto, os ministérios da Economia e Emprego e o das Finanças são que os vêem as respectivas dotações mais reforçadas.

O ministério dirigido por Vítor Gaspar terá para gerir mais 1.879,3 milhões do que em 2011, à custa do peso crescente do serviço da dívida, que cresce cerca de dois mil milhões de euros em 2012 face ao exercício anterior.

Já Álvaro Santos Pereira terá para gastar com a Economia e o Emprego em 2012 um total de 6.055,9 milhões de euros, mais 3.526,1 milhões do que as pastas que dirige viram inscritas no OE2011.

Nuno Crato e Paulo Macedo são os ministros com as dotações mais emagrecidas, sobretudo por efeito dos cortes salariais na função pública.

O Ministério da Educação e Ciência perde 864 milhões de euros face a 2011 para um total de 8.182,4 milhões de euros inscritos este ano, enquanto que o Ministério da Saúde terá uma dotação de 7.952,1 milhões de euros para gerir em 2012, menos 710 milhões do que no ano anterior.

Os outros ministérios com expressão salarial significativa nos respectivos orçamentos, Justiça, Administração Interna e Defesa, perdem, em conjunto, 317,1 milhões de euros em 2012 face às dotações de 2011.

De resto, os ministérios geridos pelo parceiro mais pequeno da coligação governamental terão em 2012 orçamentos muito semelhantes aos de 2011.

Pedro Mota Soares, apesar de gerir um dos maiores orçamentos em termos absolutos, o quarto mais gordo, com 6.782,7 milhões de euros em 2012, terá menos 1,1 milhões de euros para gastar no Ministério da Solidariedade Social e da Segurança Social face à dotação de 2011.

Assunção Cristas, a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território, por outro lado, vê mesmo a sua dotação reforçada em 16,1 milhões de euros no próximo ano para os 1.960,7 milhões de euros.

Finalmente, a extinção do Ministério da Cultura e a passagem da secretaria de Estado liderada por Francisco José Viegas para a Presidência do Conselho de Ministros, é uma das principais justificação para a duplicação da dotação desta pasta, que recebe 1.092 milhões de euros, contra 500,2 milhões inscritos em 2011.
Redação / RL