O período de isolamento para as pessoas assintomáticas que testam positivo ao SARS-CoV-2 e têm doença ligeira passa a partir desta quarta-feira a ser de sete dias, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

As normas atualizadas pela DGS também reduzem para sete dias o isolamento dos contactos de alto risco, mas alteram as definições destes contactos, que só entram em vigor na próxima segunda-feira.

Assim, passam a ser considerados contactos de alto risco os coabitantes do caso confirmado, exceto se tiverem esquema vacinal completo com dose de reforço, quem resida ou trabalhe em lares ou outras respostas dedicadas a pessoas idosas, comunidades terapêuticas e de inserção social, bem como em centros de acolhimento temporário, de alojamento de emergência e na rede de cuidados continuados.

De acordo com as normas esta quarta-feira atualizadas, o período de isolamento será de 10 dias para quem desenvolve doença moderada e 20 para quem desenvolve doença grave e para quem tem problemas de imunodepressão, independentemente da gravidade da evolução clínica.

Especialistas reúnem-se com Governo no Infarmed

Os especialistas de saúde pública e políticos voltam a reunir-se esta quarta-feira para avaliar a evolução da pandemia de covid-19, numa altura em que Portugal regista um aumento significativo de infeções devido à maior capacidade de transmissão da variante Ómicron.

Na reunião na sede do Infarmed, em Lisboa, apenas estarão presentes o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e o primeiro-ministro, António Costa, além da ministra da Saúde, Marta Temido, e dos especialistas.

Recorde-se que esta terça-feira registaram-se mais 15 mortos e 25.836 novos infetados.

Ómicron e nova variante

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou esta terça-feira para o risco acrescido do aparecimento de uma nova variante do coronavírus que causa a covid-19, eventualmente mais perigosa, devido à multiplicação de infeções com a variante Ómicron, mais transmissível.

Também esta terça-feira, França identificou uma nova variante do coronavírus que causa a covid-19 que tem mais de 40 mutações genéticas, sendo que uma delas está associada a um potencial aumento da transmissão do vírus.

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/ BMA