Paulo Portas revelou no Jornal das 8 da TVI que Portugal adquiriu um milhão de doses de vacinas contra a covid-19 suplementares através de quatro negócios. Terão sido adquiridas 300 mil doses da vacina à Itália (Janssen), 300 mil à Bulgária (Pfizer), 195 mil à Noruega (Jansen) e 200 mil novamente à Bulgaria (AstraZeneca).

O comentador acredita que este reforço possa ter em vista uma vacinação faseada dos jovens de maiores de 12 anos em agosto e setembro de maneira a assegurar o próximo ano letivo.

“Acho provável que a decisão vá no sentido de se, faseadamente, vacinarem os jovens em agosto e setembro para proteger a estabilidade do ano escolar", aponta Portas.

 

Este domingo, fica ainda marcado pela morte de Otelo Nuno Romão Saraiva de Carvalho que ficou conhecido como "Comandante de Abril". O legado daquele que muitos classificaram como o "estratega" da Revolução dos Cravos está a dividir opiniões.

Para Paulo Portas, "a história não é feita dos factos que nos interessa destacar". O comentador reconhece o papel fulcral de Otelo no dia 25 de Abril de 1974, mas lembra que esta não foi a única faceta deste Capitão de Abril.

Portas relembra que Otelo Saraiva de Carvalho "foi o comandante do COPCON", responsável por "detenções ilegais, presos políticos e sevícias a pessoas”.

Otelo Saraiva de Carvalho foi também o líder das FP-25, a única organização terrorista que Portugal conheceu ao longo do período constitucional. É responsável pela morte, creio eu, de 15 pessoas: bebés com quatro anos, trabalhadores, empresários, diretores de empresas, polícias, guardas… Nunca se arrependeu disso e foi amnistiado daquilo que objetivamente tinha sido sujeito a investigação, acusação e a condenação em tribunal. Eu como não acho que o Estado de direito possa esquecer assassinatos por delito de opinião e quero viver num país onde a opinião é livre, obviamente, opus-me”, refere Paulo Portas.

 

 

O comentador confidenciou que é um adepto fervoroso dos Jogos Olímpicos e aproveitou para analisar os primeiros dias dos Tóquio2020.

Paulo Portas não tem qualquer dúvida de que estes são os Jogos Olímpicos "mais impopulares" de que há memória. O comentador lembrou que esta já é a edição mais cara da história do evento.

Estes Jogos são os mais impopulares, sobretudo, na Ásia e são também os mais caros. (…) Os adiamentos têm consequências financeiras e um novo adiamento custaria cerca de dois mil milhões de euros. A decisão de não ter público retira mais mil milhões de receitas. Estes são os Jogos Olímpicos mais caros de sempre”, diz o comentador.

 

Por fim, Paulo Portas dedicou alguns minutos ao Dia Mundial dos Avós. Portas lembrou a importância dos mais velhos na passagem de conhecimento geracional e lembrou o que todos sentimos durante os picos pandémicos em que nos vimos privados da companhia das pessoas mais idosas.

Todos nós, nesta pandemia, sabemos o que devemos às pessoas mais velhas”, culmina Paulo Portas.

 

Nuno Mandeiro