Nas perspectivas Económicas para a Zona Euro, a OCDE assinala que a recessão afectou a Zona Euro mais do que o esperado e que o crescimento está a recuperar mais lentamente do que no resto do Mundo, com a procura interna a manter-se particularmente fraca.

A OCDE espera ainda que o desemprego na Zona Euro se mantenha «renitentemente elevado», com uma taxa de 8,8% em 2004 e de 8,5% em 2005 (0,2 pontos acima das previsões de Primavera), e que a inflação fique abaixo de 1,5% em 2005 (contra a meta de 2% do BCE)

A organização destaca também que o PIB por habitante na Zona Euro é mais baixo do que nos restantes países com melhor performance da OCDE e refere que o diferencial está a alargar-se.

Aponta como desafios chave reduzir a persistente subutilização dos recursos laborais, aumentar o crescimento da produtividade e garantir a resiliência da área do euro contra choques adversos.

A OCDE sublinha as grandes diferenças de comportamento económico entre os diversos países da Zona Euro é a fraca mobilidade de trabalhadores dentro da zona, considerando que é um desafio fundamental colher os benefícios da integração económica.