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Desporto 19 mar 2004, 11:03
V. Guimarães: os outros «annus horribilis»
É uma temporada atípica, horrível, sem o fulgor de outros tempos. À 26.ª jornada, o V. Guimarães vive submerso na 16.ª posição, soma 21 pontos e só conquistou quatro vitórias na Superliga. O abismo da despromoção é um fantasma a sobrevoar o castelo, um estigma a afligir o ânimo dos adeptos, criadores de paixões exacerbadas por uma causa que consideram muito nobre. Os vimaranenses são um dos maiores clubes da interioridade portuguesa ou como diz o ex-guarda-redes António Jesus, um dos símbolos da década de 80, «aquela camisola pesa tanto como a dos grandes». Mas o cenário de decida de divisão não é um caso virgem num clube fundado em 1922 e com 59 presenças no principal escalão do futebol português. O Maisfutebol fez uma viagem no tempo e recuou 35 anos na história. De lá até agora, ou seja de 1969 até 2004, o fantasma da despromoção vagueou pela cidade-berço por três ocasiões. Mas a queda no abismo foi evitada, milagrosamente, sempre na última jornada, permanecendo de lado os maus agoiros de 1954/55 quando aconteceu o último mergulho no segundo escalão. Em 1970/71, a temporada salvou-se graças a um empate frente ao F.C. Porto (0-0), nas Antas. O prémio de jogo não chegou aos dez contos e o Leixões foi obrigado a despedir-se dos grandes palcos. Mais tarde, em 1987/88, logo a seguir à época do mítico terceiro lugar, depois de Marinho Peres e do goleador Paulinho Cascavel, o V. Guimarães viveu com a corda ao pescoço e salvou-se do descalabro graças ao milagre de terceiros. Por último, em 2000/01, foi Inácio quem repôs a ordem e terminou com uma série negra e quase inexplicável: seis meses sem vencer em casa. E agora V. Guimarães? Haverá luz ao fundo do túnel?
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