O ministro da Economia, Caldeira Cabral, considerou esta terça-feira que o crescimento da economia portuguesa "não vem de trás", uma vez que este Governo "apanhou o comboio em desaceleração", e também negou que seja fruto da conjuntura.

Não vem de trás. Não apanhamos o comboio em aceleração, nós apanhamos comboio a desacelerar", disse Caldeira Cabral na conferência "Condições para o Crescimento da Economia", organizada pela SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social.

O governante afirmou que, quando este Governo tomou posse, em novembro de 2015, o crescimento do produto interno bruto (PIB) estava a desacelerar, acrescentando que conseguiu que o "país esteja a crescer a um ritmo muito superior".

Manuel Caldeira Cabral defendeu ainda que deveria cair outro mito relativo ao crescimento económico registado no primeiro trimestre deste ano - de 2,8% do PIB -, o de que este se deve "à conjuntura", ou seja, às circunstâncias que influenciam coletivamente a evolução da economia.

De acordo com o governante, a conjuntura afeta todos os países e o que se passa é que Portugal cresceu 2,8% entre janeiro e março, quando no primeiro trimestre de 2016 foi de 0,9%, e na zona euro o crescimento se manteve em 1,7%.

Se a conjuntura explicasse tudo, a aceleração não seria apenas em Portugal, seria um fenómeno europeu e isso não é a realidade", acrescentou.

Por fim, o ministro considerou que o crescimento também não é mérito apenas de alguns setores, como o tão falado turismo, destacando os desempenhos dos setores de produtos metálicos e agricultura, assim como das indústrias química, automóvel e farmacêutica.