A economia portuguesa cresceu 2,1% em 2018, menos 0,7 pontos percentuais do que o registado no ano anterior e abaixo da previsão do Governo, de um crescimento de 2,3%, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE). 

A procura externa líquida registou um contributo de -0,7 p.p. para a variação em volume do PIB (-0,3 p.p. em 2017), verificando-se uma desaceleração das Exportações de Bens e Serviços mais acentuada que a das Importações de Bens e Serviços", diz o INE.

De facto, se olharmos para os dados as Exportações de Bens e Serviços em volume registaram, em 2018, uma taxa de crescimento de 3,7% (7,8% em 2017), refletindo a desaceleração de ambas as componentes, ou seja, cerca de metade. 

"As exportações de bens passaram de uma taxa de variação de 6,7% em 2017 para 3,6%, e as exportações de serviços de 11% para 3,8% em 2018", refere o documento.

Acresce que em 2018, observou-se um crescimento das Importações de Bens e Serviços de 4,9% (8,1% em 2017), com uma desaceleração de ambas as componentes. As importações de bens aumentaram 5,1% (8,1% em 2017) enquanto as importações de serviços registaram uma taxa de variação de 3,6% em 2018 (7,7% em 2017).

O contributo positivo da procura interna diminuiu para 2,8 p.p. (3,1 p.p. em 2017), refletindo o crescimento menos intenso do Investimento. Em termos nominais, o saldo externo de bens e serviços representou 0,1% do PIB (0,8% em 2017).

No quarto trimestre de 2018, o PIB registou uma taxa de variação homóloga de 1,7% (2,1% no trimestre anterior). O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB passou de -0,3 p.p. no terceiro trimestre para -1,6 p.p., refletindo uma diminuição em volume das exportações de bens. Em sentido oposto, o contributo positivo da procura interna aumentou para 3,3 p.p. no 4º trimestre (2,4 p.p. no trimestre anterior), devido à aceleração do Investimento e do consumo privado.

Em comparação com o terceiro trimestre de 2018, o PIB aumentou em termos reais 0,4% (0,3% no trimestre anterior). O contributo da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foi menos negativo, enquanto o contributo positivo da procura interna foi inferior ao observado no terceiro trimestre.

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