O Produto Interno Bruto (PIB) registou uma variação homóloga de 1,8% entre janeiro e março, disse hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou para 4,8 p.p. (3,3 p.p. no 4º trimestre de 2018), devido à forte aceleração do Investimento. Esta aceleração refletiu sobretudo a evolução das componentes da FBCF em Construção e em Outras Máquinas e Equipamentos, bem como o aumento significativo de existências associado à aceleração expressiva das importações de bens", referiu o documento.

A procura externa líquida apresentou um contributo mais negativo, de -3,1 p.p. (-1,6 p.p. no trimestre precedente), em consequência da maior aceleração das Importações de Bens e Serviços relativamente à das Exportações de Bens e Serviços.

Em comparação com o quarto trimestre de 2018, o PIB aumentou 0,5% em termos reais (0,4% no trimestre anterior). "Esta evolução resultou do aumento do contributo da procura interna para a taxa de variação em cadeia do PIB, que passou de 0,8 p.p. para 2,2 p.p., enquanto o contributo da procura externa líquida foi mais negativo que o observado no 4º trimestre de 2018, passando de -0,4 p.p. para -1,7 p.p.", acrecenta.

Estes valores confirma os divulgados a 15 de maio. 

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Finanças destacam subida recorde do investimento e exportações a renovar máximo

O ministério das Finanças afirmou hoje que o crescimento da economia no primeiro trimestre é o “mais sustentável desde 1995”, com o investimento a registar o maior aumento de que há registo e as exportações a renovarem um recorde.

“O peso do investimento e das exportações no PIB atinge os 68% pela primeira vez. Assim, este é o crescimento da economia portuguesa mais sustentável desde 1995”, afirma o Ministério das Finanças num comunicado hoje divulgado, depois do INE ter publicado as Contas Nacionais Trimestrais relativas aos primeiros três meses do ano.

O ministério tutelado por Mário Centeno indica que, no primeiro trimestre, o crescimento do PIB “acelerou face ao final de 2018 sustentado pelo investimento e pelas exportações”.

As Finanças destacam “a notável aceleração do investimento, com uma taxa de variação homóloga de 17,8% (7,4% no trimestre anterior), a progressão mais significativa desde 1995”, quando começa a série do INE.

E o ministério acrescenta que “o valor do investimento é o mais alto desde 2010 em termos reais”, tendo sido transversal nas várias componentes.