Otimismo não falta ao Governo e ao próprio Presidente da República e também o Instituto Superior de Economia e Gestão prevê agora que a economia cresça mais em 2017 do que aquilo que antecipava no mês passado.

Todos os meses medimos o pulso à economia com a ajuda do ISEG e, na sua síntese de conjuntura de maio, a que a TVI24 teve acesso, os economistas preveem que uma criação de riqueza entre 2,4% e 2,8% no conjunto de 2017, isto se não houver "uma evolução negativa da conjuntura internacional", tanto a nível económico, como político.

Ora, é uma melhoria significativa em termos de previsões face à do mês passado, em que o ISEG apontava para um crescimento do Produto Interno Bruto entre 1,7% e 2,1% este ano.

Ainda esta semana, o ministro das Finanças arriscou que, pelo menos no segundo trimestre, o crescimento possa superar os 3%. O Presidente da República também diz que é possível.

Como é que o ISEG chegou a esta estimativa?

O Instituto Superior e Economia e Gestão chegou à sua estimativa (2,4% a 2,8%) através do seu indicador de tendência da atividade global, que tem por base as estatísticas oficiais: segundo o INE, a economia cresceu 2,8% até março (o que já não acontecia desde 2007). E essa expansão aconteceu a um ritmo “mais intenso do que o antecipado”, segundo se lê na síntese de conjuntura do ISEG. Para além disso, o desemprego caiu para cerca de 10%.

Por outro lado, se relativamente ao segundo trimestre, os economistas reconhecem que a informação é ainda “bastante escassa”, já que só a temos completa relativamente a abril, a maioria dos indicadores de confiança empresariais e de confiança dos consumidores continua a subir o que ajuda a fazer previsões.

Depois, há dois setores com bastante impulso: o comércio automóvel (de passageiros e comerciais) e, à semelhança do que aconteceu em abril, a procura de cimento. Sinal de que a construção, um setor muito fustigado pela crise, continua a recuperar de forma consistente.

Espera-se que as exportações cresçam 7%, quase tanto como as importações e que a procura interna deverá aumentar bastante.

Tudo elementos que permitem ao ISEG perspetivar uma expansão da economia portuguesa entre 2,4% e 2,8% este ano.