O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 1,8% em volume no primeiro trimestre de 2019 (1,7% no trimestre anterior), anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE). 

"O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou, refletindo uma aceleração significativa do Investimento", diz o INE, acrescentando que "em sentido contrário, o contributo da procura externa líquida foi mais negativo que o observado no trimestre anterior, em resultado da aceleração mais intensa das Importações de Bens e Serviços que das Exportações de Bens e Serviços."

Comparativamente com o quarto trimestre de 2018, o PIB aumentou, em termos reais, 0,5% (0,4% no trimestre anterior). "O contributo da procura interna para a variação em cadeia do PIB aumentou, enquanto o contributo da procura externa líquida foi mais negativo que o registado no trimestre precedente", acrescenta o INE.

De referir que a projeção do Governo aponta para um crescimento da economia de 1,9% em 2019, contra os 2,1% de 2018 e acima de todas as previsões internacionais e nacionais.

Finanças dizem que Portugal tem "bases sólidas" para continuar a crescer

Na reação, o Ministério das Finanças destacou que a economia tem "bases sólidas" para continuar a crescer, após ter sido divulgado que o PIB aumentou 1,8% no primeiro trimestre em termos homólogos e 0,5% em cadeia.

A economia portuguesa tem hoje bases sólidas para continuar a crescer e a convergir com a Europa no futuro, mesmo num contexto de maiores dificuldades decorrentes da deterioração do ambiente económico externo", lê-se num comunicado enviado pelo gabinete de Mário Centeno.

As Finanças destacam que a aceleração do crescimento do PIB "reflete um aumento mais pronunciado da procura interna e, particularmente, do investimento, que mais do que compensou a diminuição do contributo para o crescimento proveniente do comércio internacional".

Sinalizam ainda que a aceleração do investimento no primeiro trimestre é o principal destaque da aceleração da economia.

Este maior crescimento reflete-se no aumento das importações, onde se destaca o crescimento expressivo da importação de bens de investimento, como é o caso de máquinas e outros bens de capital, material de transporte e produtos transformados destinados à indústria", indica o gabinete do ministro, acrescentando que o abrandamento das exportações resulta, sobretudo, do aumento da incerteza geopolítica e das tensões comerciais globais, que tem impactado em especial as maiores economias da Europa.