O ministro da Educação afirmou esta terça-feira que o Governo vai propor que o próximo ano letivo se inicie entre os dias 14 e 17 de setembro, considerando que esse calendário dará tempo de preparação à comunidade educativa.

Tiago Brandão Rodrigues falava numa sessão de lançamento do programa nacional de remoção do amianto nos estabelecimentos de ensino, que decorreu na Escola Secundária da Ramada, no município de Odivelas, distrito de Lisboa.

Numa sessão presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, Tiago Brandão Rodrigues, numa breve intervenção, defendeu que o Governo "está já a pensar no próximo ano letivo", depois de o atual ter sido "atípico" por causa da Covid-19.

Queremos que o próximo ano letivo se inicie entre os dias 14 e 17 de setembro", afirmou.

De acordo com o ministro da Educação, nesta semana, por parte do Governo, "haverá um diálogo com os diversos atores da educação, organizações que representam os trabalhadores, associações de diretores, confederações de pais".

Falaremos com todos aqueles que, juntamente connosco, trilharam este caminho difícil destes últimos meses. Queremos que o próximo ano letivo seja bem mais normal do que este. Por isso, estamos também a trabalhar com as autoridades de saúde para saber quais os pilares com que nos podemos mover", adiantou o membro do Governo.

Na sua intervenção, o titular da pasta da Educação defendeu que tem assumido "uma ligação muito próxima com os municípios portugueses" e deixou uma palavra especial aos assistentes operacionais de todos os estabelecimentos de ensino.

Uma vez mais com os municípios, tendo como base o programa Portugal 2020, tirámos o mapeamento do papel, tirámos as cifras das páginas de Excel e mostrámos o valor destas parecerias", disse, estimando depois em "mais de 300 as obras" realizadas em conjunto com as autarquias.

Primeiras cinco semanas do próximo para recuperação de aprendizagem

As primeiras cinco semanas do próximo ano letivo devem ser dedicadas à "recuperação e consolidação da aprendizagem" por parte dos alunos. Tiago Brandão Rodrigues acentuou que o Governo "quer que o ensino seja presencial".

Sabemos que o ensino à distância, tendo sido o possível neste período, não é obviamente o desejável. Estamos a trabalhar para que em setembro o ensino presencial possa ser possível e perene".

Ainda em relação ao próximo ano letivo, o ministro da Educação destacou que já está a ser preparado com as comunidades educativas "um conjunto de trabalhos para que, efetivamente, as primeiras cinco semanas sejam de plena recuperação e de consolidação de tudo aquilo que não foi possível fazer ao longo do presente ano letivo".

Vamos apoiar todos aqueles que, por uma razão ou por outra, têm mais dificuldades. Por isso, vamos fazer uma aposta forte no apoio tutorial específico - apoio que já muitos alunos dos segundo e terceiro ciclo usufruem. Queremos alargar esse universo para podermos chegar a mais alunos", acrescentou.

. / CE - Notícia atualizada às 14:48