A ministra da Saúde admitiu esta terça-feira incluir os professores no grupo prioritário da vacinação, sublinhando que a hipótese "está em análise".

Marta Temido destaca, em entrevista à SIC, que esta estratégia está a ser ponderada por outros países e realça que o processo de desconfinamento terá como alicerces a vacinação e a testagem.

"Pode fazer sentido que os adultos que trabalhem nas escolas possam ser alvo de uma vacinação diferenciada, como fizemos com outros locais", revelou Temido.

Marta Temido apontou a necessidade das aulas presenciais, descrevendo a escola como um serviço essencial, e clarificou que os professores e os funcionários serão vacinados, “independentemente de serem de risco ou saudáveis”.

A ministra da Saúde não partilhou detalhes sobre o processo de desconfinamento, que deverá ser apresentado no dia 11 de março, mas admitiu que os alunos mais novos serão os primeiros a regressar às escolas.

Neste momento, consideramos que, da mesma forma que as escolas foram o espaço que mais procuramos proteger pela sua essencialidade em termos de educação e efeito no futuro da população, serão também as escolas a nossa principal preocupação no primeiro momento em que possamos fazer uma reabertura”, referiu.

Recentemente, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defendeu a realização de rastreios e testes de diagnóstico, incluindo em contactos de baixo risco, e a vacinação dos professores ainda antes da retoma das atividades presenciais, priorizando os que estão atualmente em trabalho presencial.