O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, considerou esta segunda-feira que o sucesso do desconfinamento depende da estratégia do Governo, sobretudo ao nível da testagem massiva, aumento da vacinação e controlo de fronteiras.

O país não pode parar e tem de adotar um comportamento responsável e disciplinado no acatamento das ordens de saúde pública, mas o Governo não pode comprometer os esforços dos portugueses feitos até aqui", disse o dirigente centrista.

Falando aos jornalistas no concelho de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, no final de uma visita a um lagar de azeite com marca própria, Francisco Rodrigues dos Santos afirmou que "o sucesso deste desconfinamento dependerá de uma estratégia de testagem massiva que o Governo tem de implementar, do maior aceleramento da vacina, com mais doses disponíveis e do controlo epidemiológico nas fronteiras".

A vacinação "está a correr mal na Europa e estando o Governo [português] na presidência da Europa tem a obrigação de que haja maior quantidade de doses a serem disponibilizadas e que os prazos contratualizados com as farmacêuticas sejam cumpridos".

O líder dos centristas salientou que a "vacinação tem de ser muito mais rápida até para a própria economia poder desconfinar com mais segurança", referindo que, em Portugal, "estimava-se que no final do primeiro trimestre estivessem vacinados dois milhões de pessoas e só estão meio milhão".

"A Europa é o maior bloco económico a nível mundial e só tem 4% da população vacinada. O Reino Unido tem três vezes mais", acrescentou.

Francisco Rodrigues dos Santos defendeu testagem massiva com testes PCR [que permitem detetar as novas variantes do vírus] em todas as atividades da economia nacional "e no máximo número de portugueses possíveis".

O presidente do CDS-PP, que deixou quase implícito que vai ser candidato à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, numa lista de coligação com o PSD, desafiou ainda o primeiro-ministro António Costa a apresentar um Orçamento Retificativo para acomodar os apoios sociais aos portugueses "que estão a sofrer com a pandemia".

Já no passado dia 20 de março, o líder do CDS-PP tinha anunciado que seria candidato nas próximas eleições autárquicas, referindo existir uma "forte probabilidade" de encabeçar uma lista à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital.

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