O Presidente da República renovou esta quarta-feira o estado de emergência em Portugal, dando seguimento à aprovação do Parlamento, que promulgou o decreto até 15 de janeiro.

Na nota de oficialização, Marcelo Rebelo de Sousa apresentou vários fundamentos para a prorrogação da situação, entre os quais estão os dados mais recentes da pandemia de covid-19 em Portugal.

Escassos são ainda os dados que possam ser relacionados com o período decorrido entre 23 e 27 de dezembro, ou seja, o período de alívio de medidas pelo Natal, bem como do período seguinte, de Ano Novo, embora os números mais recentes sejam muito preocupantes, demonstrando a imperiosidade das medidas de emergência", refere a nota presidencial.

O chefe de Estado relembra que os especialistas só serão ouvidos no dia 12, altura em que será dado um cenário mais concreto sobre a evolução da pandemia e quais as verdadeiras consequências das épocas festivas nos números diários.

O Presidente da República pede, assim, uma "cuidadosa contensão" até que se possa voltar a decidir sobre uma nova renovação do estado de emergência, bem como a sua eventual duração e medidas a aplicar pelo Governo.

Sendo vontade de todos nós que o estado de emergência cesse logo que não seja estritamente necessário e tendo o começo da vacinação trazido acrescida esperança, a pandemia continua, ainda, a ir mais depressa do que a vacinação", acrescenta.

Marcelo Rebelo de Sousa pede aos portugueses que continuem a fazer os "sacrifícios pedidos".

O atual período do estado de emergência teve início às 00:00 de 24 de dezembro e termina às 23:59 desta quinta-feira, 7 de janeiro. Esta renovação terá efeitos a partir das 00:00 desta sexta-feira, 8 de janeiro, até às 23:59 de 15 de janeiro.

Portugal contabiliza pelo menos 7.377 mortos associados à covid-19 em 446.606 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS). Esta quarta-feira foi registado um novo recorde de contágios diários, com mais de 10 mil infeções pela primeira vez.

António Guimarães