O deputado socialista Ricardo Pinheiro vai substituir José Mendes no cargo de secretário de Estado do Planeamento, mudança que foi anunciada, nesta sexta-feira, através de uma nota divulgada no portal da Presidência da República.

"O Presidente da República aceitou a proposta do primeiro-ministro de exoneração, a seu pedido, de José Fernandes Gomes Mendes, como secretário de Estado do Planeamento, e a nomeação, para o mesmo cargo, de Ricardo Miguel Furtado Pinheiro", lê-se na nota.

A posse do novo secretário de Estado do ministro do Planeamento, Nelson de Sousa, tem lugar ainda hoje, pelas 20:30, no Palácio de Belém.

Ricardo Pinheiro foi presidente da Câmara de Campo Maior, distrito de Portalegre, círculo pelo qual foi eleito deputado nas últimas eleições legislativas.

No Parlamento, Ricardo Pinheiro tem exercido as funções de coordenador do Grupo Parlamentar do PS na Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território.

Faz ainda parte do grupo de trabalho para acompanhamento do processo de remoção do amianto em edifícios públicos e é suplente na comissão parlamentar de transparência e estatuto dos deputados.

A última mudança no Governo ocorreu a 16 de setembro passado, quando o primeiro-ministro procedeu à substituição de cinco secretários de Estado - uma remodelação que então abrangeu os ministérios da Educação, Saúde, Infraestruturas e Habitação, e Mar.

Esta recomposição do Governo, tal como a atual, com a mudança de apenas um secretário de Estado, não alterou a dimensão do executivo. 

De resto, o mesmo aconteceu com a primeira remodelação da presente legislatura, que aconteceu há cinco meses, com a substituição de Mário Centeno por João Leão como ministro de Estado e das Finanças e a consequente mudança de três secretários de Estado, que tomaram posse no dia 15 de junho.

O XXII Governo Constitucional, o segundo executivo minoritário chefiado por António Costa, tomou posse no dia 26 de outubro de 2019, no Palácio da Ajuda, em Lisboa, na sequência da vitória do PS nas eleições legislativas de 06 de outubro, sem maioria absoluta, composto por 19 ministros e 50 secretários de Estado.

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