O primeiro-ministro convocou esta sexta-feira uma reunião de emergência para este sábado de manhã, a propósito da greve dos motoristas, agendada para a próxima segunda-feira. António Costa marcou o encontro para as 10:00 no palácio de São Bento.

O chefe do Executivo convocou os ministros do Trabalho, Vieira da Silva, do Ambiente, José Matos Fernandes, e ainda o dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, o ministro da Administração Interna Eduardo Cabrita e ainda o ministro com a pasta da Defesa, João Gomes Cravinho, por serem os ministros que estão envolvidos neste processo.

À mesa vai sentar-se ainda o secretário de Estados das Infraestrutura, em representação do ministro. 

No final da reunião haverá uma declaração à imprensa.

A TVI sabe que esta reunião de emergência tem como objetivo acompanhar a situação no país após declaração da crise energética - a partir das 23:59 desta sexta-feira - e também os plenários dos trabalhadores que decorrem no sábado. 

Esta reunião extraordinária, em São Bento, destina-se a coordenar os trabalhos do Governo para fazer face aos efeitos da greve dos motoristas que está prevista iniciar a partir das 00:00 de segunda-feira”, disse fonte do gabinete do primeiro-ministro.

No sábado realiza-se um plenário do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas em Aveiras de Cima, distrito de Lisboa, no qual “vão ser discutidos assuntos importantes do mundo laboral”, anunciou Pardal Henriques, advogado que representa o sindicato. O responsável chegou mesmo a frisar que o plenário seria a "última oportunidade" para desconvocar a greve.

A greve, que começa na segunda-feira, dia 12, e por tempo indeterminado, foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que acusam a associação patronal Antram de não querer cumprir o acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.

Também se associou à paralisação o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN).

Na quarta-feira, o Governo decretou serviços mínimos entre 50% e 100% para a greve.

Governo declara crise energética a partir das 23:59 de sexta-feira

O Executivo confirmou esta sexta-feira a declaração de crise energética para o período compreendido entre as 23:59 de 9 e as 23:59 de 21 de agosto, para todo o território nacional.

A situação de crise energética tem como objetivo garantir os abastecimentos energéticos essenciais à defesa, ao funcionamento do Estado e dos setores prioritários da economia, bem como à satisfação dos serviços essenciais de interesse público e das necessidades fundamentais da população", referia um comunicado emitido pelo conselho de ministros. 

A partir das 23:59 do dia 11 de agosto entra em funcionamento a Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), com 54 para abastecimento de veículos prioritários ou equiparados e 320 para o público em geral. 

Estes postos da rede REPA representam cerca de 12% do total e aqui o consumidor comum está limitado a abastecer 15 litros. Nos outros, o limite para os ligeiros são 25 litros por viatura e 100 litros por pesado.

A declaração de crise energética implica “medidas excecionais” para minimizar os efeitos da paralisação e garantir o abastecimento de serviços essenciais como forças de segurança e emergência médica.