O presidente do PSD, Rui Rio, desvalorizou as eleições internas no PSD, que decorrem já no final do mês. Rio acredita que o foco é dedicar-se à oposição partidária e à campanha eleitoral das legislativas, apesar de ainda não saber o futuro do partido. 

Rio admitiu que, tendo em conta que as legislativas decorrem já em janeiro de 2022, em "em lugar de alimentar disputa interna", vai dedicar-se à "oposição direta (PS) e à campanha eleitoral”, adiantando que é preciso construir um programa eleitoral coeso e que o mesmo não se constrói em "15 dias" ou "num mês", lançando farpas a Paulo Rangel, seu opositor nas eleições internas do PSD.

Como as pessoas me conhecem e conhecem o que defendo, mais importante do que manifestar-me dentro do partido, é preparar o PSD para o que é realmente importante, que são as eleições legislativas", explicou o social-democrata, explicando o porquê de se focar na oposição ao partido socialista e à campanha para as eleições legislativas, em vez de primeiro se focar nas eleições internas do PSD.

"Estas eleições internas vão, na prática, eleger o candidato a primeiro-ministro. Aquele que poderá conquistar os votos dos portugueses. O que está em melhores condições de derrotar António Costa sou eu", afirmou Rio.

Questionado sobre a entrevista dada pelo primeiro-ministro, António Costa, à RTP, Rui Rio acredita que a mesma só veio dar razão às "declarações que fez". "António Costa fez campanha eleitoral. O que me compete a mim é fazer o mesmo. Falar para o país, organizar o programa eleitoral, é isso que o país espera do PSD", rematou.