O primeiro-ministro já reagiu ao chumbo da reposição integral do tempo de serviço dos professores, considerando que a decisão do Parlamento "foi uma vitória da responsabilidade".

Uma vitória que António Costa diz "respeitar o princípio da equidade com os outros corpos especiais" e que "garante a estabilidade financeira do país" e a "credibilidade internacional".

Nos decretos de lei do governo é garantido a todos os professores, não só o descongelamento das suas carreiras, como o descongelamento do tempo de serviço que esteve congelado. Esta recuperação do tempo faz-se de modo a respeitar o princípio da equidade com os outros corpos sociais, para garantir a estabilidade financeira do país e credibilidade internacional. Foi um resultado clarificador, uma vitória da responsabilidade", afirmou, na comunicação ao país, marcada para as 15 horas.

Para o líder do executivo foi evitada uma crise, colocada "em causa" aquando dos votos favoráveis de PSD e CDS-PP na comissão de Educação, e que é preciso "cumprir o programa do Governo".

Recordo que a única coisa que constava do programa do Governo era o descongelamento das carreiras. E cumprimos. Desde o dia 1 de janeiro de 2018 que todas as carreiras, nomeadamente a dos professores, estão descongeladas", lembrou.

Costa sublinhou, ainda, que a Assembleia da República tentou, com esta decisão, "mitigar a perda do tempo em que a carreira do tempo dos professores esteve congelada".

"Fomos até ao limite do que é possível", garantiu, frisando que as estruturas sindicais foram inflexíveis e continuaram a insistir nos 9 anos, 4 meses e 2 dias.

No entanto, considerou, a decisão do Governo conseguiu beneficiar também outros corpos especiais, como militares, oficiais de justiça e magistrados.

António Costa acrescentou, também, que os argumentos de "encenação e teatro" foram apenas para "fugir à realidade".

Dando uma enorme cambalhota, aqueles que foram os campeões da austeridade, queriam ser os campeões da generosidade, dando aos professores aquilo que antigamente não dava", afirmou, dizendo que levaria 50 anos até uma recuperação total dos custos associados à medida.