As próximas eleições diretas, as nonas no PSD, podem obrigar a uma segunda volta pela primeira vez na história do partido, apesar de a regra ter sido inscrita nos estatutos sociais-democratas há sete anos.

A eleição direta do presidente por todos os militantes foi introduzida no PSD em 2006 pelo então líder Marques Mendes, mas só em 2012 foi colocada nos estatutos a obrigatoriedade de uma segunda volta sempre que um candidato não obtenha “a maioria absoluta dos votos validamente expressos”, 50%.

Pelo meio, as eleições mais renhidas no PSD disputaram-se, até agora, em 2008, com diferenças inferiores a dez pontos entre o primeiro e o terceiro candidatos, mas ainda sem a regra da segunda volta: Manuela Ferreira Leite foi a vencedora com 37,9% dos votos, Pedro Passos Coelho ficou em segundo com 31,06%, seguindo-se Pedro Santana Lopes com 29,6%. Em quarto lugar ficou Patinha Antão, com 0,68%.

Das oito eleições diretas já disputadas no PSD, em quatro apenas houve um candidato a líder, caso da primeira que consagrou Marques Mendes por este novo método e das três reeleições do anterior presidente, Pedro Passos Coelho.

Só por duas vezes as diretas foram disputadas entre dois candidatos: em 2007, entre Marques Mendes e Luís Filipe Menezes, que o segundo venceu com uma diferença de dez pontos percentuais; e em 2018, entre Rui Rio e Pedro Santana Lopes, que o atual presidente do PSD venceu com uma diferença de oito pontos.

As próximas diretas serão as primeiras disputadas entre três candidatos - confirmando-se no dia 30 de dezembro que apenas Rui Rio, Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz se apresentam a votos -, já tendo havido duas disputadas entre quatro candidatos (em 2008 e em 2010).

O universo eleitoral para as próximas diretas só ficará definido depois de 22 de dezembro, prazo limite para pagamento de quotas, situando-se atualmente perto dos 26.000 militantes, muito abaixo dos 70.385 em condições de votar em 2018 (acabando por votar 42.655, cerca de 60% do total).

Nas eleições diretas do PSD em que houve mais do que um candidato, o universo eleitoral situou-se entre os 63 mil, em 2007, e os 78 mil, em 2010.

Nas primeiras diretas do PSD, em 05 de maio de 2006, com o candidato único Marques Mendes, foram cerca de 55 mil os eleitores, tendo votado apenas perto de 20 mil.

Em 2007, com Marques Mendes contra Menezes, subiu o universo eleitoral – para 63.042 – e o número de votantes – 39.353.

Em 2008, com quatro candidatos à liderança (Manuela Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho, Pedro Santana Lopes e Patinha Antão) sobe novamente o número de eleitores – 77.090 – e o de votantes – 45.592.

Dois anos depois, em 2010, voltam a ser quatro os candidatos à liderança (Pedro Passos Coelho, Paulo Rangel, José Pedro Aguiar-Branco e Castanheira Barros) e regista-se o recorde no número de eleitores – 78.094 – e no de votantes, que ficam nos 51.748.

Nas eleições diretas de 2012, 2014 e 2016, Passos Coelho foi sempre candidato único e o número de eleitores rondou os 50 mil e o número de votantes andou perto dos 20 mil militantes.

Seguem-se os números de todas as eleições diretas disputadas no PSD, de acordo com o ‘site’ oficial do partido na Internet:

/ HCL