O PSD associou-se, nesta quarta-feira, à mensagem do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nas comemorações do 10 de Junho e pediu sentido de responsabilidade no combate à Covid-19 com vista à recuperação da economia.

Esta posição foi transmitida pelo deputado e vice-presidente do PSD André Coelho Lima através de um vídeo com cerca de dois minutos enviado à comunicação social.

Na cerimónia comemorativa do Dia de Portugal, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que "Portugal não pode fingir que não existiu e existe pandemia, como não pode fingir que não existiu e existe brutal crise económica e financeira", e que este é o momento de acordar para a nova realidade e fazer as mudanças que se impõem, com coragem, sem voltar às soluções do passado.

Num comentário a este discurso, o dirigente social-democrata começou por sustentar que, "pela voz" do seu presidente, Rui Rio, o PSD tem tido "a postura patriótica que se exige a um partido de oposição e de alternativa de governo" neste contexto de pandemia, e "está presente" na construção de soluções com propostas para a área social e um programa de recuperação económica.

Importa também, comentando o discurso do senhor Presidente da República, associarmo-nos à mensagem e, sobretudo, ao sentido de responsabilidade da mensagem de que não podemos fingir que nada aconteceu. Portugal está em desconfinamento, a nossa economia precisa que nós estejamos em desconfinamento, mas precisa também que tenhamos consciência de que a pandemia ainda está declarada no mundo", afirmou André Coelho Lima.

Em seguida, o vice-presidente do PSD apelou para que "tenhamos consciência de que não estamos ainda livres da Covid-19".

Que tenhamos consciência de que o pior que nos pode acontecer é regredir num percurso de combate à Covid-19 em que estamos claramente a progredir. Temos, por isso, de ter sentido de responsabilidade. Temos de desconfinar, mas passo a passo, sempre tendo presente que vamos construir todos juntos este país, mas vamos fazê-lo passo a passo, com sentido de responsabilidade e com vista à recuperação plena da nossa economia", acrescentou.

CDS-PP defende que pandemia se vence com patriotismo e rejeita ódio à polícia

O presidente do CDS-PP defendeu hoje que a atual "maré pandémica" se vence com patriotismo e agradeceu a quem tem estado "na linha da frente", aproveitando para rejeitar "discursos de ódio" contra as forças de segurança.

Francisco Rodrigues dos Santos divulgou esta mensagem num vídeo com cerca de um minuto e meio enviado à comunicação social, para assinalar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, em que surge diante de um fundo branco com uma bandeira nacional.

No dia de hoje, os portugueses são desafiados a desconfinar a palavra patriotismo, que eu acredito ser a chave para vencermos esta maré pandémica. O patriotismo social, que nos une a todos em torno da universalidade da nossa língua, do orgulho na nossa História e do amor ao nosso povo, e nos convida a cuidarmos uns dos outros, sobretudo dos que estão a ficar para trás, em particular os mais idosos, que atravessam um momento doloroso", afirma.

O presidente do CDS-PP apela também ao "patriotismo económico", que descreve como uma "aposta radical" nos "setores produtivos, no consumo dos produtos e das marcas portuguesas e na promoção do empreendedorismo e da capacidade de atrair investimento para Portugal".

Em seguida, Francisco Rodrigues dos Santos deixa "um obrigado a quem tem estado na linha da frente no combate à Covid-19", mencionando os profissionais de saúde, "verdadeiros heróis de bata branca", as Forças Armadas, "que servem Portugal com o sacrifício da própria vida" e as forças de segurança.

Numa altura em que se têm realizado manifestações em Portugal e por todo o mundo contra a violência policial e o racismo em particular nos Estados Unidos da América, o presidente do CDS-PP acrescenta, referindo-se às forças de segurança: "Merecem o nosso profundo respeito e a rejeição de discursos de ódio contra elas."

Para todos eles, é justo pedir mais do que um aplauso. Por todos eles, por todos nós, e sobretudo por Portugal, somos chamados a agarrar esta oportunidade de construirmos juntos um país melhor e de futuro", considera.

Francisco Rodrigues dos Santos não comenta diretamente nenhum dos discursos proferidos na cerimónia comemorativa do Dia de Portugal que se realizou hoje no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, com apenas seis convidados, além dos dois oradores, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o cardeal José Tolentino Mendonça, na qual os líderes partidários não estiveram presentes.

/ CM