Na colecção de fotografias de imprensa do ARQUIVO EPHEMERA há muitos retratos de personagens da história do século XX, conhecidos ou quase anónimos. Um deles retrata Jacques Duclos, talvez o mais importante e influente dirigente do Partido Comunista Francês. Os que detinham a chefia formal, como Maurice Thorez,  o "filho do povo", eram muito menos poderosos do que este homem, muito pequenino, pasteleiro de profissão, e que atravessou toda a história da França, desde a Primeira Guerra onde combateu, foi ferido e feito prisioneiro, até à Segunda Guerra, em que na clandestinidade em França (Thorez estava em Moscovo) dirigiu com mão de ferro o partido e uma parte importante da Resistência, com a cabeça a prémio pelos alemães. Foi eleito deputado e depois senador batendo nas urnas ilustres dirigentes dos outros partidos,  até que nos anos sessenta  foi um candidato presidencial também com grande sucesso. Duclos era o dirigente estalinista típico, duro e impiedoso, mas também um grande orador que fazia inflamar um comício como ninguém. Nunca perdeu as suas raízes populares, a linguagem e os hábitos dos operários. Com ele morreu este lado popular do Partido Comunista Francês cujo declínio começou quando os operários deixaram de beber vinho e passaram a beber cerveja e whiskey.

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Pacheco Pereira