Há 100 anos, a columbofilia era um passatempo muito popular. Ainda hoje há columbófilos e é possível encontrar, de vez em quando, uma camionete cheia de pombos para fazer uma "solta", e há mais de 400 grupos organizados por todo o país. Mas poucas pessoas imaginam hoje como a columbofilia agrupava milhares de adeptos entusiasmados por essa Europa fora. Não era um passatempo de ricos, mas das camadas populares, em particular operários. Em França, por exemplo, o Partido Comunista organizava competições columbófilas e grupos de amadores dos pombos. É provável que as gerações contemporâneas e posteriores à I Guerra tivessem admiração pelos pombos correio, uma das armas da guerra e um instrumento de comunicação bastante eficaz. De ambos os lados das trincheiras, havia atiradores especializados em abater os pombos e assim perturbar as comunicações do adversário.

Em Portugal, a columbofilia foi igualmente muito popular. O Grupo Columbófilo Portuense, que passou este diploma, foi fundado em 1929 e premiou vários pombos de A.J.M., militar reformado depois de uma queda de cavalo, atleta, jogador de baterpolo, e filatelista. E columbófilo.

(Núcleo da Família Pacheco Pereira no ARQUIVO EPHEMERA).

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Pacheco Pereira