O social-democrata, Paulo Rangel, formalizou esta sexta-feira a candidatura à liderança do Partido Social Democrata (PSD).

"Portugueses e portuguesas, caros e caras militantes do PSD, caros e caras simpatizantes, anuncio formalmente que serei candidato à presidência do Partido Social Democrata nas eleições de 4 de dezembro", começou por dizer Paulo Rangel aos jornalistas, durante a apresentação da sua candidatura à liderança do partido.

"Apresento esta candidatura com humildade e espírito de missão, mas com a convicção inabalável de que através dela sirvo o nosso país, os nossos compatriotas e o nosso partido. Só faço, naturalmente, esta candidatura, por estar persuadido de que tenho todas as condições para unir o PSD, para promover o seu crescimento realizando a tradicional vocação maioritária e para vencer as próximas eleições legislativas com uma solução estável", continuou.

Paulo Rangel afirmou ainda que é tempo de "falar claramente" e que, quando olha para sociedade portuguesa se depara com uma "sociedade aristocrática, tipicamente elitista", algo com o qual o militante do PSD não concorda e promete lutar contra, caso venha a ser eleito presidente do partido. 

Portugal é um país pobre, profundamente desigual: sem igualdade de oportunidades onde o elevador social só funciona para pessoas com capacidades excecionais, mas não serve aos cidadãos que arrancam dos níveis mais baixos da sociedade e que têm a média das capacidades. Para fazer de Portugal um país moderno, que seja próspero, justo, equitativo, aberto, cosmopolita, é preciso romper com este ciclo infernal de extratificacção", avançou Rangel, reafirmando que o PSD seguirá o caminho de "criar condições para todos os portugueses possam subir na vida".

Para Rangel, o PSD terá de responder a três desafios:

Em primeiro lugar, a nova liderança do PSD. Tem se ser capaz de unir as diferentes personalidades políticas que representam esses modos de pensar e atuar. Essa será a primeira tarefa: unir. Em segundo, o eixo do presente: o desafio da oposição responsável. Fui, e continuo a ser, critico do modo como o PSD fez e está a fazer oposição nestes últimos dois anos. Não julgo que a política sistemática de acordos com o PS e o Governo Costa, tenha contribuído para clarificar as alternativas de escolhas que estão à disposição dos eleitores. Terceiro, a questão do Orçamento".

O deputado aproveitou ainda o momento para desafiar António Costa a ir a eleições em 2023 e disse que vai propor o regresso de debates quinzenais.

Nós não temos medo nem receio do PS nem de qualquer líder do PS, por mais história ou sucessos que tenha tido. Digo mais, quando for líder do partido, vou desafiar António Costa a liderar as listas do PS às eleições legislativas de 2023”, afirmou, defendendo que o PSD "não pode continuar à espera da exaustão ou da desistência de António Costa, como se ele, o PS e o seu governo fossem imbatíveis".

Recorde-se que esta quinta-feira, o eurodeputado criticou, à chegada do Conselho Nacional do PSD, a liderança do partido por “entregar a António Costa o supremo privilégio” de escolher a data das eleições internas

Eu acho estranho que o PSD ponha nas mãos do dr. António Costa o seu próprio calendário interno, é uma coisa um pouco estranha. Mais uma vez, o PSD entrega ao dr. António Costa o supremo privilégio de escolher a data em que nós temos eleições. Isto para mim, não é normal”, disse.