O presidente do Chega declarou esta terça-feira que o seu partido se transformou na “força mais incómoda para o poder em Portugal” e prognosticou que o cabeça-de-lista autárquico em Lisboa vai obter um “resultado histórico” em setembro/outubro.

André Ventura discursava antes de apresentar o comunicador e empresário Nuno Graciano, “para vencer”, junto ao Padrão dos Descobrimentos, perante várias dezenas de dirigentes, apoiantes ou meros transeuntes em exercício físico na zona ribeirinha de Lisboa ocidental.

Aqui, na Câmara de Lisboa, onde tinham pensado que nos isolavam, que nos deixariam de fora da solução de disputa, com um candidato que mais não tem feito do que destruir a idade, como é o caso Fernando Medina [atual presidente do município], ou com um outro candidato [o ex-comissário europeu e social-democrata Carlos Moedas] que daria para gerir um banco, mas nunca para gerir a cidade de Lisboa”, disse o deputado único do partido da extrema-direita parlamentar.

O líder do Chega defendeu que a candidatura em Lisboa “é a expressão maior de como o politicamente correto nunca amordaçará” o seu partido e de “como o sistema nunca” o “calará”.

Quando todos pensam que nos fazem um cordão sanitário, temos a força para romper e dizer que no Chega mandamos nós”, vincou Ventura.

Segundo o presidente do partido populista, Graciano é “um lutador, alguém que sabe que estar em cima pode ser uma passagem para voltar a estar em baixo, que sabe que, mesmo nos momentos mais duros, se não lutarmos, não temos nada porque ninguém nos dá nada de graça”.

Após o discurso de Ventura e antes da chegada ao microfone da instalação sonora do candidato, alguns apoiantes jovens gritaram: “Nuno, avança, com toda a confiança”.

E Nuno Graciano avançou, dizendo que "Lisboa tem vários problemas muito graves. Há um abanão que, de facto, esta cidade necessita".

"Há coisas que me chocam”, realçou, dando com exemplos o decréscimo do número de habitantes na cidade e o preço dos quartos para estudantes. No entanto, considera que ainda “é cedo” para falar sobre o projeto político para o concelho.

A política autárquica é uma política de proximidade, é uma política onde nós podemos de facto conhecer, onde eu quero conhecer e vou conhecer a dona Joaquina, o tio Manuel, o jovem Jorge. Quero conhecer toda a gente. Vou calcorrear a cidade toda”, salientou Nuno Graciano.

O cabeça de lista do Chega à autarquia lisboeta disse, em tom de brincadeira, que “o único patrocínio” que vai pedir a Ventura “é para sapatos”, para poder andar por toda a cidade.

“Quero conhecer as pessoas, quero entrar na casa das pessoas”, reforçou o candidato à Câmara de Lisboa, atualmente presidida por Fernando Medina (PS).

“Quanto ao projeto político para a Câmara de Lisboa, é o no que nós neste momento estamos a trabalhar, é cedo para falarmos, mas .

Nuno Graciano tem 52 anos e, após uma carreira de mais de 20 anos nos ecrãs portugueses, enveredou, há cerca de cinco anos, pela vida de empresário, com uma marca de queijo regional.

/ HCL