O PSD congratulou-se esta sexta-feira com a decisão da Suíça de retirar Portugal da lista de países de elevado risco de infeção por covid-19, que considera “muito positiva e justa”.

Numa nota à imprensa, o partido recorda que, na segunda-feira, o grupo parlamentar já tinha questionado o Governo sobre que medidas estavam a ser tomadas para reverter a decisão daquele país de colocar Portugal na lista vermelha no âmbito da pandemia de Covid-19.

O PSD considera agora esta notícia como muito positiva e justa uma vez que a decisão se baseava num erro, pois foi tomada com base em dados referentes ao pico da segunda vaga em Portugal e não nos mais recentes”, refere a mesma nota.

As autoridades federais suíças decidiram hoje retirar Portugal da lista de países de risco elevado, que obrigava os emigrantes portugueses que passassem o fim do ano na terra de origem a cumprir no regresso uma quarentena de 10 dias.

Caso Portugal se mantivesse na lista de países considerados de risco elevado, todos os emigrantes que passassem o Natal e o Ano Novo em Portugal teriam de cumprir uma quarentena obrigatória de 10 dias no regresso.

Uma decisão que tinha vindo a gerar uma onda de revolta no seio da comunidade portuguesa, que reagiu criando uma petição ‘online’ de forma a travar a decisão das autoridades suíças, a poucos dias do período festivo.

A nova lista de quarentena, atualizada hoje pelo Gabinete Federal Suíço de Saúde Pública (OFSP), entra em vigor no sábado, e Portugal e Polónia, assim como quatro estados austríacos, saíram da lista, o que significa que qualquer pessoa que regresse de férias ou que viaje para Portugal, no período festivo, já não terá de entrar em quarentena no regresso.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.662.792 mortos resultantes de mais de 74,8 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. Na Suíça, morreram 5.883 pessoas dos 399 .511 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente das autoridades de saúde.

Em Portugal, morreram 5.977 pessoas dos 366.952 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

/ LF