Os deputados socialistas eleitos por distritos com unidades termais defenderam junto do Governo a rápida reabertura das termas, considerando tratar-se de unidades de saúde seguras que não devem ficar fora do plano de desconfinamento.

Numa pergunta dirigida à ministra da Saúde, Marta Temido, os deputados dizem não compreender "as razões para que os estabelecimentos termais não possam retomar a sua atividade”, quando as termas “são unidades de saúde seguras, que cumprem todas as regras da Direção-Geral da Saúde (DGS) e são monitorizadas pelo Ministério da Saúde”.

No documento apresentado na quinta-feira, na Assembleia da República (AR), os deputados questionam a decisão de o Governo não ter “avaliado um calendário” para a reabertura das termas “no contexto do plano de desconfinamento" e de decreto que regulamenta o Estado de Emergência.

Considerando as estâncias termais “importantes unidades prestadoras de cuidados de saúde”, os socialistas querem saber “os motivos que presidiram à decisão de manter os estabelecimentos encerrados” e se o Ministério da Saúde pondera rever esta medida.

Luís Soares, Hortense Martins, Sónia Fertuzinhos, Francisco Rocha, Sara Velez, Susana Amador, Luís Graça, Susana Correia, Bruno Aragão e Cristina de Jesus, deputados eleitos por distritos onde se localizam estâncias termais, querem ainda saber qual a data prevista para a reabertura das termas, cujo encerramento foi determinado durante a primeira vaga da pandemia de covid-19 e, novamente, em dezembro de 2020.

É importante que as termas possam reabrir tão rápido quanto possível", defendem os parlamentares do PS no documento em que dizem existir em Portugal 42 estabelecimentos termais e que o setor se encontra em crescimento desde 2015, recuperando de ”um período difícil vivido entre 2010 e 2015 em que as comparticipações pelo SNS foram suspensas”.

Ainda segundo os socialistas, “os concessionários aguardam por indicações do Governo sobre o plano para a reabertura deste importante setor de atividade, sobretudo nas regiões do interior”, conclui um comunicado enviados às redações.

A administradora das Termas de Chaves, no distrito de Vila Real, Fátima Correia Pinto, tinha no início desta semana defendido a reabertura da atividade termal, sustentando, em declarações à agência Lusa, que a mesma deve ser incluída antecipadamente numa das fases de desconfinamento para que as termas se possam preparar.

Precisamos de, pelo menos, ter uma noção, porque temos que cumprir um plano analítico da água, durante três semanas consecutivas. Temos também que dar resposta aos nossos clientes, que continuam a ligar para saber quando podem iniciar os tratamentos e ainda não sabemos responder”, sublinhou, lembrando não de ter havido “casos ou surtos” que justifiquem que as termas não sejam incluídas no plano de desconfinamento.

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