O presidente do CDS-PP criticou este domingo que continuem a ser libertados presos no âmbito do regime especial criado para a pandemia, medida que considerou servir “para o Governo descongestionar as cadeias à boleia de um pretexto sanitário”.

O CDS-PP foi contra essa medida, pois entende que as dívidas à sociedade devem ser pagas e que esta decisão apenas serve para o Governo descongestionar as cadeias à boleia de um pretexto sanitário”, referiu Francisco Rodrigues dos Santos, em comunicado.

O líder democrata-cristão lamentou que, dois meses após o fim do Estado de Emergência, continuem a ser libertados reclusos das cadeias sob este pretexto, como é hoje noticiado pelo jornal Público.

Este é o reflexo da justiça portuguesa. Uma justiça faz de conta, num país que mais parece uma república das bananas que agora nem sequer pune os criminosos que já foram condenados e os deixa à solta”, criticou.

No texto, Rodrigues dos Santos voltou a acusar a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, de “colocar” uma sua adjunta no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

“A dança de cadeiras entre a política e a magistratura tem sido apanágio do governo socialista, que ocupa os órgãos que deveriam ser independentes no cumprimento da sua missão com os amigos do PS da sua confiança”, acusou.

O líder do CDS-PP recuperou os casos das substituições no Tribunal de Contas, na Procuradoria-Geral da República, no Banco de Portugal, e na procuradoria europeia, apontando-os como “episódios” que contribuem para que “os portugueses - quase 90% deles - acredite que há corrupção no Governo e que 41% afirme que a corrupção no país piorou no último ano”.

“O exemplo tem de vir de cima e a nossa justiça tem de ser implacável para que a culpa não morra solteira. Infelizmente não é esse sistema que o PS está a construir”, apontou.

Agência Lusa / HCL