O candidato presidencial Tiago Mayan Gonçalves quer saber como vai o Governo garantir o acesso dos estudantes à educação e o apoio às famílias para que os filhos não “fiquem abandonados em casa” após o encerramento das escolas.

Tiago Mayan Gonçalves, apoiado pela Iniciativa Liberal, passa o dia de hoje, o penúltimo da campanha eleitoral, em teletrabalho, a partir do Porto.

Por videoconferência, reuniu-se com elementos da Creative Science Park, um parque de ciência e inovação em Aveiro, e o Porto de Aveiro, e quis falar de futuro e não tanto do passado, nem “deste presente” que empurra para “uma espiral quase depressiva”.

No entanto, o presente está a acontecer e, num momento em que está em cima da mesa o encerramento das escolas em consequência da crise pandémica, o candidato liberal repetiu: “Se essa é a decisão o Governo tem que se assumir a responsabilidade”.

Milhões de portugueses, operários, trabalhadores agrícolas, da distribuição, transportes, têm que sair para trabalhar e qual vai ser o destino destas crianças”, questionou.

Tiago Mayan quer também saber se as “condições prometidas” aos portugueses estão garantidas, nomeadamente a nível de “recursos informáticos” e de voltar a conceber “a abordagem pedagógica para estas crianças e jovens”.

Enquanto esta questões não forem resolvidas, vamos ter aqui um problema”, frisou.

Instado a comentar se as medidas do Governo são tardias, Mayan respondeu: “Não sei se são porque a todo o momento elas mudam e alteram”.

Eu sei é que estamos sempre a gerir o momento e, de facto, quando estamos só a gerir o momento, não há nenhuma perspetiva de futuro. (…) O que me preocupa é que, cada medida que seja tomada, tenha de vir com a responsabilização por essas medidas”, salientou.

E, tal como defendeu uma compensação direta para as atividades afetadas pela decisão unilateral de fechar em consequência do confinamento, o candidato quer saber como vai o Governo “garantir o acesso à educação” e como vai “garantir às famílias e aos pais, que têm que continuar a sair para trabalhar, que estas crianças não ficam abandonadas em casa”.

Depois da conversa ‘online’, Tiago Mayan disse querer “pensar no futuro sim”. “Percebi que há aqui oportunidades e esperança para o país, nomeadamente no trabalho que está a ser desenvolvido neste contexto” frisou.

Na Creative Science Park estão instaladas cerca de uma centena de empresas, que estão a recrutar mais mão de obra, estando com uma taxa de ocupação de cerca de 80%.

O Porto de Aveiro foi afetado pela pandemia, mas não tanto como previsto inicialmente e, no final de 2020, já estava a recuperar atividade. No ano passado, registou um decréscimo de 11,1% face a 2019.

Tiago Mayan defendeu a necessidade de libertar a atividade económica de “teias burocráticas e administrarias que objetivamente consumem o seu tempo e recursos”.

/ CE