O PSD pediu esta segunda-feira a "audição com a maior urgência possível" do ministro da Educação na Comissão de Educação, Ciência, Desporto e Juventude. Em causa está, segundo o partido, a falta de preparação para que os alunos tenham aulas à distância, hipótese que deve ser considerada perante a possibilidade de estender o fecho de escolas.

Os sociais-democratas falam em "férias forçadas", numa altura em que está em cima da mesa a possibilidade da adoção de aulas online, medida que pode vir a ser adotada para conter a propagação da covid-19.

Oito meses depois, o país deveria estar preparado para enfrentar o cenário possível e provável de um novo confinamento forçado da comunidade escolar. Mas, ao que parece, não está", conclui o partido.

O PSD afirma que os diretores queixam-se da falta de 300 mil computadores e de técnicos de informática, acrescentando que ainda não foi dada a devida formação digital aos docentes.

O partido fala mesmo num "conjunto de bloqueios e falhas estruturais e graves que não poderão ser contornas ou resolvidas em apenas duas semanas”.

Os sociais-democratas questionam o que acontece depois de dia 5 de fevereiro, altura em que terminam os 15 dias de interrupção letiva estabelecidos pelo Governo.

A Fenprof já veio dizer que o Executivo devia preparar esta pausa para elaborar um plano de retaguarda que programe a adoção de aulas à distância, caso não seja possível regressar ao ensino presencial no prazo estabelecido.

Já esta manhã o CDS tinha feito o mesmo requerimento.

António Guimarães