Assunção Cristas volta a dizer que, nas legislativas de 2019, a discussão não será sobre quem ficou em primeiro lugar, mas sobre "quem consegue ter um bloco de apoio no parlamento de 116 deputados" podendo, assim, governar.

Em 2019 não se discute já quem fica em primeiro lugar, em 2019 não se discute já quem é que pode ou não governar porque ficou em primeiro lugar, isso era antes, antes de 2015. Em 2019 o que se vai discutir é quem é que consegue ter um bloco de apoio no parlamento de 116 deputados".

Em Vila Nova de Famalicão, durante um jantar que assinalou a tomada de posse dos órgãos distritais do CDS-PP, a líder do CDS-PP deixou ainda um aviso ao primeiro-ministro, António Costa, explicando: "Às vezes o feitiço vira-se contra o feiticeiro". Se "desta vez" foi António Costa a governar sem ter mais votos, "nada garante que em 2019 seja o mesmo António Costa" a fazê-lo, advertiu.

Houve alguém que perdeu as eleições e está a governar, e governará até ao fim com a ajuda das esquerdas unidas, disso não tenho dúvidas. Mas esse alguém também poderá ver um dia o filme virar. E o filme vira quando no centro direita nós tivermos 116 deputados".

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Tamvém o vice-presidente do CDS-PP, Nuno Melo, que assumiu hoje o lugar de presidente da distrital de Braga do partido, deixou um recado, mas este dirigido ao Partido Comunista Português: culpou o partido de Jerónimo de Sousa pelo impasse entre trabalhadores e administração da Autoeuropa sobre os novos horários e o trabalho ao sábado.

"O que o PCP e a extrema-esquerda estão a fazer na Autoeuropa é criminoso para um país que se chama Portugal", acusou.