O novo Comité Central do PCP foi eleito este sábado com 98,5% dos votos. Depois de uma hora e meia de se terem reunido os militantes para votação, os jornalistas foram chamados para serem anunciados os resultados.

Dos 611 delegados, 602 votaram a favor, seis abstiveram-se e três votaram contra na eleição que decorreu à porta fechada, no pavilhão Paz e Amizade, em Loures, Lisboa, anunciou Luísa Araújo, membro do secretariado nacional do PCP, numa declaração aos jornalistas sem direito a perguntas.

No XXI Congresso do partido, que se realiza este fim de semana, o órgão sofreu uma redução no número de membros, passando de 144 para 129. Destes, menos de um terço são mulheres.

Dos 129 elementos, 19 são novos, tendo uma média de idades a rondar os 40 anos.

O mais novo dos elementos que agora entram para o Comité Central tem 29 anos, sendo que o mais velho tem 66.

Segundo Luísa Araújo, a composição “corresponde às características do PCP, é composto por uma maioria de operários e empregados, mais de 67%” e há também “uma forte componente de operários, 44,9%”.

Há quatro anos, o comité central do foi eleito com 98,67% dos votos.

À noite, o novo comité central vai eleger o secretário-geral e os órgãos executivos – secretariado e comissão política – mas a organização do congresso só planeia anunciar os resultados no domingo de manhã.

Jerónimo de Sousa, 73 anos, líder dos comunistas há 16 anos, desde 2004, deverá ser reeleito para mais um mandato de quatro anos.

Domingo é o terceiro e último dia do congresso em que serão anunciados os resultados das eleições, é votada a proposta de resolução política, ou teses.

O congresso termina com o discurso do secretário-geral dos comunistas.

António Guimarães