In illo tempore, no tempo em que os animais falavam, a Internacional era um dos hinos do PS. Aqui está ela em disco, editado pelo PS em 1975, com a letra traduzida por Manuel Alegre, numa tradução bem conseguida de um texto difícil de ser colocado em português. Na verdade, não é bem uma tradução, porque Alegre mudou muito o texto original de Eugene Pottier.

Não mais, não mais o tempo imundo

Em que se é o que se tem

Não mais o rico Todo-o-Mundo

E o pobre menos que Ninguém.

Nesses anos de grande competição política ter uma Internacional própria era um objectivo dos vários grupos políticos. Havia a antiga letra anarquista, havia a do PCP, havia a do PCP(ML) , havia a do MRPP, embora ninguém se atravesse a mexer muito no refrão. Os "famélicos da terra" desapareceram e até alguns dos mais interessantes versos do original caíram no esquecimento. Na música não se podia tocar, mas fez também alguns caminhos sinuosos. Já foram a uma festa de aniversário com gente do Bloco de Esquerda? Irão ouvir o Parabéns a Você com a música da Internacional. Já não há respeito por nada.

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Pacheco Pereira