Depois de Paris, Rui Rio voltou a jogar em casa. Literalmente. O candidato do PSD às legislativas deu o pontapé de saída da campanha em pleno coração do Porto, onde foi presidente da Câmara durante 11 anos, com um passeio de bicicleta para assinalar o Dia Europeu Sem Carros, seguido de uma caminhada pelo Parque da Cidade.

Pouco passava das 10:00 quando a comitiva laranja arrancou da Casa da Música (na rotunda da Boavista) e se dirigiu para o Castelo do Queijo. Atleta "sempre que possível", Rui Rio diz que a ação simbólica quis alertar para a "mobilidade mais saudável" e porque "é uma obrigação de todos lutar pelo combate contra ao aquecimento global e às alterações climáticas”.

"O que simboliza esta atitude é que temos de defender o ambiente porque é o planeta que vamos defender para as gerações seguintes. Não temos o direito de não lutar por um planeta equilibrado”, afirmou aos jornalistas, com o mar de fundo. 

Antes de partir para a segunda atividade física da manhã, Rui Rio ainda teve tempo para desvalorizar a sondagem da TVI deste sábado e que dão conta de uma recuperação para o PSD.

“Não acredito em nenhuma”, disse, garantindo ainda que o resultado da sondagem lhe era “completamente indiferente”.

E lembrou mesmo que não confia nas sondagens e que, por isso, lhe são “indiferentes”.

Tanto me faz ter mais um bocadinho ou menos um bocadinho. É irrelevante. Tenho de continuar a campanha e chegar a 6 de outubro e ter o melhor resultado possível que é ganhar, começando já hoje com os resultados [das eleições regionais] na Madeira".

"Nós somos um rio que não vai parar"

A música, que foi o hino de campanha das duas primeiras vitórias de Cavaco Silva, em 1985 e 1987, ouvia-se a alto e bom som na marginal do Castelo do Queijo e não deixava margem para dúvidas que era ali que se devia juntar quem estivesse disposto a caminhar ao lado de Rui Rio. 

E, depois de cumprido o compasso de respostas à comunicação social, o líder do PSD ladeou-se do cabeça de lista pelo Porto, Hugo Carvalho, e seguiu caminho com uma pequena mancha laranja atrás de si. Sem abrandar o passo, Rui Rio foi apenas interpelado por duas senhoras no final da caminhada, que o lembraram que há dez anos tinham ali tirado uma fotografia consigo. E depois seguiram caminho, sem perguntas sobre sentido de voto ou programa eleitoral. 

No final da caminhada, esperava-o uma visita "sem coincidências". Luís Filipe Menezes não pedalou nem caminhou ao lado de Rio, mas decidiu prestar-lhe o seu apoio "que não é de agora".

Garantindo que acredita "na vitória" do líder do PSD, o antigo presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia pediu "tratamento igual para Rui Rio e António Costa" na comunicação social.  

"Eu até acredito na vitória. (...) N debate de Rui Rio com António Costa ficou patente que Rui Rio, no mínimo é tão capaz como António Costa para ser primeiro ministro. Em meu entender, mais capaz. (...) E então, o que é que justificava esta enorme diferença das sondagens de há meses? Eu acho que é o tratamento diverso que é dado a António Costa e que é dado ao PSD e a Rui Rio. Tratamento igual mais três semanas e aqueles que estavam a salivar com os resultados maus e piores a esta hora já estão a tomar Alka-Seltzer para ficar com melhor sabor na boca", afirmou.

O dia do PSD segue em Lisboa, na sede do partido, com Rui Rio a comentar o resultado das eleições na Madeira. 

Andreia Miranda