A notícia da morte de Freitas do Amaral, fundador do CDS, foi esta quinta-feira recebida durante um almoço de campanha para as legislativas em Barcelos, Braga, e a líder centrista pediu aos militantes que cumprissem um minuto de silêncio.

No almoço, Assunção Cristas evocou o passado de Diogo Freitas do Amaral, como fundador, e “a coragem” necessária para defender as ideias do partido no período pós-25 de Abril de 1974.

Primeiro, pediu que se interrompesse o almoço para anunciar, aos presentes, que Freitas do Amaral tinha morrido e pediu um minuto de silêncio.

Cristas recordou o fundador – “a quem devemos a fundação do CDS” – e os tempos difíceis em foi criado o partido do Centro Democrático Social, juntamente com dirigentes como Adelino Amaro da Costa.

Eu, enquanto presidente do CDS, só posso estar grata por esse trabalho, por essa coragem, tantas vezes debaixo da ameaça, tantas vezes debaixo de fogo”, disse.

A presidente centrista admitiu que houve momentos em que Freitas “se afastou mais do pensamento do CDS”, como quando foi ministro num governo do PS.

Mas isso não nos pode deixar esquecer que na base do partido esteve a coragem de Diogo Freitas do Amaram e muitos que com ele, como Adelino Amaro da Costa, ousaram criar um partido que é fundador da nossa democracia”, concluiu.

De seguida, os presentes no almoço, informal, de campanha, observaram um minuto de silêncio.

Num discurso de menos de quatro minutos, num almoço de campanha para as legislativas de domingo, em Barcelos, Braga, afirmou igualmente que o partido já colocou a bandeira à meia haste depois de ser conhecida a notícia da morte de Diogo Freitas do Amaral, que esta quinta-feiramorreu aos 78 anos.

Não ficamos indiferentes a esta triste notícia e vamos fazer ajustamento para a poder manter, para introduzir a sobriedade que o momento exige” e fazer “campanha com sobriedade”.

O CDS mantém, para já, as ações de campanha previstas para esta quinta-feira.

 

Rio recorda “aliado” nos momentos importantes do país

O presidente do PSD, Rui Rio, recordou Freitas do Amaral como “um aliado” nos momnentos importantes do país, deixando-lhe “uma palavra de homenagem” durante um almoço de campanha.

No arranque do seu discurso perante uma plateia de empresários, em Vila Nova de Gaia (Porto), Rio disse ter acabado de receber “uma notícia triste”, a da morte de Freitas do Amaral.

Queria deixar aqui uma palavra de homenagem ao professor Freitas do Amaral. Nem sempre o PSD esteve de acordo com ele ou ele de acordo com o PSD, mas nos momentos importantes do país e do PSD o professor Freitas do Amaral foi um aliado”, afirmou Rui Rio.

O líder do PSD recordou ainda que Freitas do Amaral foi fundador de “um dos principais partidos nacionais”, o CDS-PP, tendo as suas palavras sido aplaudidas por toda a plateia.

O fundador do CDS e ex-ministro Freitas do Amaral morreu esta quinta-feira aos 78 anos.

Diogo Pinto Freitas do Amaral, professor universitário, nasceu na Póvoa de Varzim em 21 de julho de 1941. Foi líder do CDS, partido que ajudou a fundar em 19 de julho de 1974 e ministro em vários governos.

 

PSD cancela comício de encerramento

O PSD cancelou o comício de encerramento da campanha eleitoral, previsto para o Largo do Carmo, em Lisboa, na sequência da morte do fundador do CDS-PP e antigo ministro Freitas do Amaral, e desce o Chiado sem barulho.

As alterações à agenda da campanha social-democrata foram transmitidas aos jornalistas pelo presidente do PSD, Rui Rio, no final de um almoço com empresário em Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

Amanhã [sexta-feira] íamos encerrar com um comício festa. Anulamos esse comício e fazemos a arruada, mas sem barulho", afirmou.

O última dia de campanha eleitoral para as legislativas de domingo arranca com uma visita ao Mercado de Alvalade e um contacto com a população na Avenida da Igreja, em Lisboa, que também serão feitos sem animação.

Quanto à tradicional arruada na Rua de Santa Catarina, na cidade do Porto, prevista para hoje à tarde, vai manter-se "exatamente nos mesmos moldes" porque já "está tudo preparado, está tudo montado", explicou o líder social-democrata, explicando que, para alterar a agenda de hoje, "seria preciso desmobilizar tudo".

Para as 19:30 está marcado um comício na Praça da Batalha, no Porto. Rui Rio informou que esta iniciativa se vai realizar, mas sem a componente musical, uma vez que "ia ter uma banda a tocar".

Não paramos totalmente a campanha, eliminamos a música nos comícios, e no caso do comício de Lisboa, eliminámos mesmo o comício, mas mantemos a arruada. No fundo, termina a campanha com uma arruada sem barulho", adiantou o presidente do partido aos jornalistas, apontando que "as pessoas falam sempre, há sempre algum barulho, mas sem a animação própria de uma arruada".

Rui Rio assinalou que esta foi uma solução encontrada “muito à pressa” na sequência da notícia da morte de Freitas do Amaral e que, desta forma, "a atitude de respeito fica marcada amanhã no encerramento em Lisboa".

Já no arranque do seu discurso perante uma plateia de empresários, Rio disse ter acabado de receber “uma notícia triste”, a da morte de Freitas do Amaral.

Em declarações aos jornalistas no final da iniciativa, o líder social-democrata sublinhou que “o professor Freitas do Amaral foi importante para a democracia portuguesa como fundador do CDS” e “é um daqueles quatro políticos de referência a seguir ao 25 de Abril [Álvaro Cunhal, Mário Soares e Sá Carneiro]”.

E depois ao longo do seu trajeto, designadamente enquanto esteve ligado ao CDS, foi também muito importante na história do próprio PSD e nos contributos que o PSD deu para o desenvolvimento do país, designadamente no tempo da Aliança Democrática, chefiada pelo dr. Sá Carneiro”, apontou.

Assinalando que teve “ainda a honra de poder ter sido deputado com o professor Freitas do Amaral”, o presidente do PSD recordou uma intervenção do antigo ministro no parlamento.

Ouvi do deputado Freitas do Amaral um dos melhores discursos que alguma vez ouvi na Assembleia da República, na altura sobre a Europa, que me marcou bastante”, vincou.

 

 PR homenageia um dos "pais do sisterma político-democrático"

Esta informação foi hoje avançada à agência Lusa por fonte oficial da Presidência da República, que adiantou que a curta cerimónia comemorativa da implantação da República marcada para sábado de manhã, nos Paços do Concelho, em Lisboa, se deverá manter.

Marcelo Rebelo de Sousa manifestou esta quinta-feira profundo pesar pela morte de Freitas do Amaral, que recordou como um dos “pais fundadores” do sistema político-democrático português e um grande amigo pessoal de meio século.

O Presidente da República, que, além do mais, perdeu um grande amigo pessoal de meio século, apresenta à sua Família a expressão de grande saudade, mas, sobretudo, da gratidão nacional para o que foi o papel histórico de ter sido aquele dos Pais Fundadores a integrar a direita conservadora portuguesa na Democracia constitucionalizada em 1976”, lê-se numa nota publicada no `site´ da Presidência.

Na nota publicada no `site´, o Presidente da República sustentou que a “Diogo Freitas do Amaral deve a “democracia portuguesa o ter conquistado para a direita um espaço de existência próprio no regime político nascente, apesar das suas tantas vezes afirmadas convicções centristas”.

Manifestando o mais profundo pesar pela morte do ex-ministro, Marcelo Rebelo de Sousa recordou-o como um dos "quatro pais fundadores do sistema político-partidário democrático em Portugal, como presidente do Centro Democrático e Social".

Marcelo Rebelo de Sousa cancelou ainda a sua ida a Roma no sábado para a elevação de Tolentino Mendonça a cardeal, para estar presente nas cerimónias fúnebres do fundador do CDS Freitas do Amaral.

Esta informação foi avançada à agência Lusa esta quinta-feira por fonte oficial da Presidência da República, que adiantou que a curta cerimónia comemorativa da implantação da República marcada para sábado de manhã, nos Paços do Concelho, em Lisboa, se deverá manter.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou as "intervenções decisivas" de Freitas do Amaral na primeira revisão constitucional e "na feitura de diplomas estruturantes, como a Lei da Defesa Nacional e das Forças Armadas, a Lei Orgânica do Tribunal Constitucional, o Código do Procedimento Administrativo e parte apreciável da legislação do Contencioso Administrativo e da Organização Administrativa".

A Freitas do Amaral, considerou Marcelo Rebelo de Sousa, o país deve, no plano interno, "uma rica experiência parlamentar e governativa, com relevo para o Conselho de Estado, em 1974, a Assembleia Constituinte, a vice-Presidência do Conselho de Ministros e o desempenho de funções ministeriais na Defesa Nacional e nos Negócios Estrangeiros".

E, no plano externo, uma prestigiante projeção de Portugal, em particular na Presidência da Assembleia Geral das Nações Unidas e na Presidência da União Europeia das Democracias Cristãs", sublinhou.

 

Deve, como testemunho de excelência cívica, a sua participação na mais notável e disputada eleição presidencial em democracia [eleições presidenciais de 1986], e na qual avultaram os dois competidores da segunda volta, ambos pais fundadores do regime e ambos potenciais primeiros Presidentes da República civis", recordou.

O chefe de Estado destacou ainda que Freitas do Amaral "acabaria por ser sempre um homem solitário, por causa da sua visceral independência, da sua aversão a prisões de pensamento, da sua descoberta feita ao longo de décadas de que havia mais mundos do que aquele ou aqueles que haviam marcado a sua juventude e o seu protagonismo primeiro na jovem democracia portuguesa".

 

António Costa afirma que "poucos deram tanto a Portugal"

O líder socialista considerou que Diogo Freitas do Amaral foi um "grande estadista" e que "poucos deram tanto a Portugal" no que respeita à liberdade e à consolidação do regime democrático no país.

O falecimento do professor Freitas do Amaral é uma notícia que nos entristece a todos, foi um dos principais fundadores da nossa democracia, foi um notável jurista, foi um grande estadista, que deu um grande contributo à construção do nosso regime democrático e à sua consolidação", afirmou António Costa.

Em declarações antes do início de uma arruada em Lisboa, o secretário-geral do PS considerou que a morte do antigo ministro e líder do CDS deixa "um enorme vazio" e que agora é o momento do país lhe render uma homenagem "sincera e sentida".

Questionado se vai haver alguma alteração na agenda da campanha socialista, António Costa disse que haverá "ajustamentos" em função da morte de Freitas do Amaral, entre os quais o cumprimento de um minuto de silêncio no comício previsto para esta noite em Setúbal.

O secretário-geral do PS disse ainda que vão ser evitadas "manifestações mais festivas", mas considerou que a campanha é "um momento essencial da democracia", sendo, também, por isso, "uma forma de homenagear Freitas do Amaral", deixando a "democracia funcionar".

O líder socialista recordou ainda Diogo Freitas do Amaral como um "candidato presidencial que se bateu galhardamente até ao último minuto pela vitória que esteve à beira de poder acontecer".

Além disso, sublinhou, ao longo de toda a sua vida "sempre se manifestou coerente com as suas ideias democratas-cristãs".

 

PS retira música na campanha e faz minuto de silêncio antes do comício de Setúbal

A direção do PS decidiu esta quinta-feira , na sequência da morte do antigo ministro Freitas do Amaral, retirar a música das suas iniciativas de campanha e fazer um minuto de silêncio no início do comício de Setúbal.

Para esta quinta-feira, o PS tem prevista uma ação de rua em Lisboa, na zona da Avenida da República, e um comício às 21:00, em Setúbal.

Em comunicado, o PS "manifesta o seu profundo pesar pela morte de Diogo Freitas do Amaral" e destaca "o seu importante contributo para a consolidação do regime democrático em Portugal no período que se seguiu ao 25 de abril de 1974".

"Freitas do Amaral foi um lídimo representante da democracia-cristã europeia em Portugal -, movimento político que foi, a par do socialismo democrático e social-democracia, fundamental na construção do modelo social europeu das últimas décadas. Esse foi o ideário que sempre seguiu, o que lhe valeu algumas incompreensões. Freitas do Amaral foi ainda um eminente jurista e professor universitário, com vasta e reputada obra", lê-se no comunicado do PS.

Para este partido, "a memória de Diogo Freitas do Amaral, quer como adversário político - que travou com Mário Soares uma das mais épicas batalhas eleitorais da história da democracia portuguesa - quer nos momentos de convergência, suscita ao PS um sentimento de profundo respeito que se salienta neste momento de perda para Portugal e para os democratas portugueses".

 

Catarina Martins enaltece convergência sobre direitos humanos e paz

 A coordenadora do BE reconheceu que, apesar das diferenças de posicionamento político, foi possível uma convergência com Freitas do Amaral sobre questões como direitos humanos e a paz, enviando as condolências à família e amigos pela sua morte.

"Não deixando de reconhecer que, naturalmente, estamos em polos políticos muito diferentes, reconhecer também a convergência que foi feita. É sempre bom saber que há momentos em que pessoas com posicionamentos diferentes podem, ainda assim, estar juntas por questões tão essenciais como os direitos humanos ou como a paz", enalteceu Catarina Martins, em declarações aos jornalistas à margem de uma ação de campanha no Porto.

O fundador do CDS e ex-ministro Diogo Freitas do Amaral morreu hoje, aos 78 anos, disse à agência Lusa fonte da família.

Catarina Martins começou por enviar, em nome do BE, os "pêsames a toda a família e a todos os amigos".

E queria reconhecer também que, tendo nós tantas diferenças que todas as pessoas conhecem, houve alguns momentos em que foi importante a convergência e assinalo a denúncia da guerra do Iraque, a necessidade de reestruturar a dívida pública portuguesa e também, mais recentemente, a necessidade de denunciar o Governo brasileiro de Bolsonaro como extrema-direita e o perigo que é", afirmou.

O fundador e antigo coordenador do Bloco de Esquerda Francisco Louçã recordou Freitas do Amaral na rede social Facebook: “Foi um adversário político. Mas cruzámo-nos por vezes e com gosto, que registo. O seu último texto público foi um artigo assinado com Pilar del Rio e comigo para defender o voto contra Bolsonaro no Brasil. Tive todo o gosto nisso e homenageio-o pela determinação contra essa direita trumpista”.

 

 

Ferro destaca “grande dedicação à causa pública do “fundador” da democracia

O presidente da Assembleia da República afirmou esta quinta-feira que recebeu com "enorme consternação" a notícia da morte do antigo ministro Freitas do Amaral, "fundador do regime democrático" e cidadão com "grande dedicação" à causa pública.

Fundador do nosso regime democrático, o professor Freitas do Amaral serviu Portugal e os Portugueses em diversas ocasiões", considera Ferro Rodrigues, numa nota enviada à agência Lusa.

Entre outros cargos desempenhados pelo primeiro líder do CDS, Ferro Rodrigues destaca os momentos em que assumiu funções "como deputado à Assembleia Constituinte, deputado à Assembleia da República, vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa [executivo da Aliança Democrática] e, mais recentemente, como ministro dos Negócios Estrangeiros (Governo socialista], o último cargo público que ocupou - sempre com grande dedicação aos outros e à causa pública.

Para o presidente da Assembleia da República, Freitas do Amaral "prestigiou Portugal como poucos, assumindo a presidência da Assembleia Geral das Nações Unidas entre 1995 e 1996".

Foi, por excelência, um académico, tendo sido assistente e professor de Direito Administrativo da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, de que era catedrático em 1983. Em 1996, foi um dos responsáveis pela criação da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa", apontou ainda.

Na sua mensagem, Ferro Rodrigues faz ainda um forte elogio a Freitas do Amaral do ponto de vista pessoal.

Dele guardarei memória de um homem culto, cordato, afetuoso. De um homem de diálogo, um democrata, por quem tinha uma grande consideração e estima. Portugal vê hoje desaparecer um dos nomes grandes da política democrática e do ensino do Direito", frisa o presidente da Assembleia da República.

 

 

Bagão Félix assinala "perda para Portugal" numa altura de "escassez de estadistas" 

O antigo ministro das Finanças António Bagão Félix afirmou esta quinta-feira que a morte do fundador do CDS-PP, Diogo Freitas do Amaral, é “uma grande perda para Portugal” num tempo em que “há escassez de estadistas” e excesso de políticos.

É uma grande perda para Portugal, não apenas da pessoa em si, como da pessoa culta, bem profunda que era, do académico que era e do estadista. Este ponto é importante, porque hoje vivemos num tempo em que há escassez de estadistas e há excesso de políticos”, vincou à agência Lusa Bagão Félix.

 

Encontrámo-nos várias vezes ao longo da nossa vida, em diferentes situações, e beneficiei sempre com o seu conhecimento, a sua sabedoria, o seu modo muito rigoroso, muito saborosamente académico com que falava, com que analisava as questões e com que ouvia também os outros”, recordou Bagão Félix.

António Bagão Félix referiu que Freitas do Amaral era “um centrista” que, por vezes, “não foi bem entendido nessa sua perspetiva” de ter as “próprias convicções, mas respeitar as diferenças”, sobretudo numa altura em que “a lógica da política é excessivamente maniqueísta, em que ou se está de um lado ou se está do outro”.

Jorge Sampaio recorda figura determinante do regime democrático

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio lamentou esta quinta-feira a morte de Diogo Freitas do Amaral que recordou como “uma figura determinante do regime democrático português”, considerando-o “uma personalidade marcante da história portuguesa contemporânea”.

Numa nota enviada à comunicação social, Jorge Sampaio recordou “o colega de faculdade de há mais de meio século, colega de profissão, colega das lides políticas, independentemente das opções e convicções de cada um, o jurista eminente, o professor de referência, o internacionalista convicto, um patriota certo e o amigo de sempre”.

Sampaio revelou-se “especialmente emocionado” com a morte do amigo de longa data, com quem “há cerca de duas semanas” se deveria ter encontrado num almoço de confraternização, em testemunho de uma amizade de muitas décadas feita de admiração, respeito e muita estima mútuas”.

 

Jerónimo endereça condolências sem adiantar mais comentários

O secretário-geral comunista enviou condolências à família do fundador do CDS-PP Freitas do Amaral, que morreu hoje, durante uma "arruada" de campanha eleitoral para as legislativas de domingo, no Chiado, Lisboa, sem querer adiantar mais comentários.

Independentemente das diferenças políticas, queria aproveitar este momento para apresentar à família as nossas sentidas condolências. Respeitemos este momento. Neste momento, creio que é profundamente correto não manifestar mais do que as palavras que disse. Respeito pela família, condolências da nossa parte", afirmou Jerónimo de Sousa.

 

PCP lembra uma das personalidade “mais marcante da vida política"

 O Partido Comunista Português reconheceu Freitas do Amaral como uma das personalidades “mais marcante da vida política portuguesa nas ultimas décadas” e um “notável académico”.

É conhecida a distância política que sempre separou Freitas do Amaral do PCP, mas é inequívoco que o professor Freitas do Amaral foi uma das personalidades políticas mais marcante da vida política portuguesa nas últimas décadas, quer como dirigente partidário, como membro do Governo e até no plano internacional como presidente da assembleia-geral das Nações Unidas”, disse à agência Lusa o deputado do PCP António Filipe.

O deputado comunista sublinhou também que Freitas do Amaral foi “um distinto professor de direito” e “um notável académico”, sendo uma personalidade que merece “o maior respeito”.

O PCP transmitiu ainda aos familiares de Freitas do Amaral “as sentidas condolências”.

Manuel Monteiro sublinha papel na fundação da democracia

Em declarações à agência Lusa, Manuel Monteiro afirmou que Freitas do Amaral “ficará para a história como um dos fundadores da democracia tipo ocidental que neste momento Portugal possui”.

O ex-presidente do CDS enalteceu ainda “a coragem demonstrada por Freitas do Amaral quando, em 1976, disse não à Constituição da República portuguesa, numa época em que dizer não à Constituição era considerado um crime contra a revolução”.

A verdade é que foi Freitas do Amaral e o CDS por si presidido que disse não a uma Constituição que mais tarde foi alterada”, considerou.

Manuel Monteiro recordou igualmente o papel que Freitas do Amaral teve na adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE).

Lê-se muito sobre o papel de Mário Soares que, inquestionavelmente foi uma figura determinante nessa aproximação à Europa, mas esquece-se que Freitas do Amaral - que à época era presidente da União Europeia das Democracias Cristãs - desenvolveu junto dos governos democratas cristãos da época uma ação muito relevante e muito importante para a adesão e aceitação por parte da Europa de Portugal, numa época em que existiam muitas desconfianças quanto à evolução do próprio regime português”.

 

Cavaco destaca "espírito livre" e contributo para democracia pluripartidária

O anterior Presidente da República, Cavaco Silva, manifestou "enorme tristeza" pela morte do fundador do CDS , elogiando-o pelo seu "espírito livre" e pelo contributo para uma democracia pluripartidária em Portugal.

Foi com enorme tristeza que tomei conhecimento da morte do Prof. Diogo Freitas do Amaral, um dos construtores de uma democracia pluripartidária em Portugal. Foi, a par de Mário Soares e de Francisco Sá Carneiro, um defensor convicto de uma democracia de tipo ocidental no pós-25 de Abril", afirma Aníbal Cavaco Silva.

Numa nota enviada à agência Lusa, o anterior chefe de Estado lembra Freitas do Amaral como "ilustre académico" e "homem dedicado à causa pública, que desempenhou com grande dignidade e dedicação funções do maior relevo", dirigindo à sua família "uma palavra de profundo pesar", em seu nome e da sua mulher, Maria Cavaco Silva.

Cavaco Silva recorda os tempos em que os dois foram colegas no Governo da Aliança Democrática (AD) presidido por Francisco Sá Carneiro: "Como vice primeiro-ministro, Freitas do Amaral contribuiu ativamente para a execução de uma política coerente de desenvolvimento económico e social do país".

Foi também notável a sabedoria com que assumiu transitoriamente a chefia do Governo da AD após a morte do líder social-democrata em 1980. Estas circunstâncias levaram-me a defender ativamente a sua candidatura independente às eleições presidenciais de 1986", acrescenta o antigo primeiro-ministro.

Ainda sobre o seu apoio a essa candidatura presidencial, quando liderava o PSD, Cavaco Silva diz que essa decisão se fundou "no reconhecimento de que Freitas do Amaral tinha uma vontade firme de apoiar a concretização de um projeto de mudança para Portugal assente nos princípios da democracia, da libertação da sociedade civil e nos valores fundamentais da justiça social e da solidariedade".

Manteve-se como um espírito livre e fez questão de sublinhar o seu europeísmo quando, em 1992, então deputado independente, votou a favor da ratificação do Tratado de Maastricht", assinala o ex-Presidente da República.

Cavaco Silva destaca também o facto de Freitas do Amaral ter exercido as funções de presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1995 e 1996, "prestigiando Portugal e demonstrando uma vez mais as suas extraordinárias qualidades políticas e pessoais".

Guterres recorda “valiosíssimo contributo” para a democracia

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, expressou esta quinta-feira pesar pela morte de Diogo Freitas do Amaral, considerando que deixou “uma fortíssima marca” e deu um “valiosíssimo contributo” para a democracia e influência portuguesa.

Recebi, com profunda tristeza, a notícia da morte do Professor Diogo Feitas do Amaral”, começou por escrever o secretário-geral da ONU numa nota enviada às redações.

António Guterres recordou o percurso político de Freitas do Amaral e o contacto próximo que alimentaram desde o início da democracia em Portugal: “O intenso contacto que mantivemos no Portugal pós-revolução de Abril permitiu-me apreciar, plenamente, o valiosíssimo contributo do Professor Freitas do Amaral para a vida democrática portuguesa e para a nossa integração europeia”.

António Guterres, que em 1995 começava o seu mandato como primeiro-ministro de Portugal quando Diogo Freitas do Amaral presidia à 50.ª sessão da Assembleia Geral da ONU, escreveu que o fundador do partido CDS e ex-ministro “foi um jurista e académico de renome e um político brilhante, totalmente dedicado à causa pública”.

Freitas do Amaral, “viria a deixar uma fortíssima marca como Presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas, valorizando de forma muito significativa a imagem e influência de Portugal como pude, na altura, constatar como Primeiro-Ministro”, escreveu o atual secretário-geral da ONU.

Em conclusão, Guterres deixou “as mais sinceras condolências” à família de Freitas do Amaral, em especial à sua mulher, Maria Salgado, “neste momento doloroso”.

 

Durão Barroso lamenta morte de uma "personalidade de grande relevo na vida política"

O antigo primeiro-ministro Durão Barroso destacou Freitas do Amaral como um “distinto académico” e “um dos fundadores do sistema político-partidário português”, recordando o convite que lhe fez para a presidência da Assembleia Geral das Nações Unidas.

“Os meus mais sentidos pêsames à família do professor Diogo Freitas do Amaral , distinto académico e um dos fundadores do sistema político-partidário português”, escreveu o ex-presidente da Comissão Europeia na rede social Twitter.

 

 

Entretanto, numa nota enviada à agência Lusa, Durão Barroso frisa que, após o 25 de Abril, Freitas do Amaral “desempenhou papel de grande relevo na fundação e consolidação do sistema político-partidário português”.

“Europeísta convicto, foi personalidade de grande relevo na vida política nacional”, sublinha.

José Manuel Durão Barroso recordou “especialmente a presidência da Assembleia Geral da ONU”, cuja candidatura foi feita depois de o ter convidado em nome do então primeiro-ministro, Cavaco Silva.

 

Sócrates destaca “personagem singular da democracia portuguesa

O antigo primeiro-ministro José Sócrates considerou que Freitas do Amaral, que foi seu ministro dos Negócios Estrangeiro, destacou-se como uma "personagem singular" da democracia portuguesa, com vasta cultura política e jurídica e defensor dos direitos individuais.

"Freitas do Amaral foi uma personagem singular da democracia portuguesa", salienta o antigo líder do PS entre 2004 e 2011, numa nota enviada à agência Lusa sobre a morte do fundador e primeiro líder do CDS, hoje, aos 78 anos.,

José Sócrates refere que Diogo Freitas do Amaral, que integrou o primeiro dos dois Governos que liderou, "exerceu funções políticas do mais alto nível no plano nacional e internacional".

Tive a honra de contar com ele no meu Governo como ministro dos Negócios Estrangeiros e pude testemunhar as suas raras qualidades de inteligência e vasta cultura política. Recordo, em especial, a sua fidelidade ao projeto europeu, sustentado nos valores da paz, de uma cultura humanista que sempre orientou a sua intervenção pública, e de uma ordem mundial que procura legitimidade no direito internacional e não apenas na relação de forças", sustenta o antigo primeiro-ministro socialista.

 

Ministro da Defesa recorda "referência incontornável"

O ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, manifestou profunda tristeza pela morte de Freitas do Amaral, que recordou como “referência incontornável para o país”, enaltecendo o empenho do ex-governante na política de Defesa.

Foi com profunda tristeza e pesar que tomei conhecimento do falecimento do antigo Ministro da Defesa Nacional e dos Negócios Estrangeiros, de quem fui Secretário de Estado no XVII Governo Constitucional [entre 2005 e 2006]”, afirmou João Gomes Cravinho, em comunicado.

Classificando Diogo Freitas do Amaral como “uma referência incontornável para o país e um dos fundadores da democracia portuguesa”, o ministro da Defesa sustentou que o antigo governante “marcou indelevelmente a Defesa Nacional, num período de grande transformação”.

O atual ministro recordou a “ação determinante e visão democrata” de Freitas do Amaral na revisão constitucional que “estabelece a subordinação das Forças Armadas ao poder político e a atribuição de competências em matéria da Defesa Nacional e das Forças Armadas ao Governo” e na elaboração da primeira Lei de Defesa Nacional.

Para João Gomes Cravinho, a ação de Freitas do Amaral enquanto governante naquelas áreas “inspiraram os que se lhe seguiram nestas funções.

O Ministério da Defesa Nacional e a política de Defesa Nacional, tal como hoje os conhecemos, são o reflexo do seu trabalho percursor, dedicação diligente, liderança e coragem”, destacou João Gomes Cravinho, que deixou ainda, “enquanto amigo e colaborador” um “testemunho de profundo sentimento de perda e dor”.

 

CDS/Açores suspende campanha e evoca "figura fundamental"

O CDS-PP dos Açores, liderado por Artur Lima, suspendeu esta quinta-feira as atividades agendadas até ao final da campanha para as legislativas a propósito da morte de Freitas do Amaral, "figura fundamental" da democracia-cristã.

Fundador do nosso partido, será sempre considerado um homem de Estado, um notável académico e uma figura fundamental da democracia-cristã portuguesa e europeia. O CDS/Açores apresenta a toda a família o nosso profundo pesar, informando todos os nossos militantes que foram suspensas todas as atividades de campanha agendadas", revela nota publicada na página Facebook dos centristas açorianos.

 

Santos Silva salienta “coerência estrutural” do percurso político

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, salientou a “coerência estrutural” do percurso político de Diogo Freitas do Amaral, um democrata-cristão e um europeísta, numa reação à morte do fundador do CDS.

Numa declaração à Lusa, Santos Silva elogiou desde logo a forma como aquele que por duas vezes dirigiu o Ministério dos Negócios Estrangeiros “contribuiu para a afirmação do prestígio de Portugal no mundo e para a realização da política externa portuguesa naquela linha de continuidade que a caracteriza”, assim como, enquanto presidente da Assembleia-Geral da ONU, a forma “como a exerceu, que foi unanimemente louvada”.

Mas, do ponto de vista político, Santos Silva relevou “o europeísmo” e “a sua fidelidade à democracia-cristã”.

Julgo que o percurso politico singular, como o próprio lhe chamou, de Freitas do Amaral, só é plenamente compreensível na coerência estrutural que o caracteriza, se percebermos bem que era acima de tudo um democrata-cristão, muito devedor da doutrina social da Igreja, e um firme defensor da construção europeia e do multilateralismo em política externa”, disse.

 

Bertrand recorda "um dos fundadores da democracia"

A Bertrand Editora lamentou também a morte de Diogo Freitas do Amaral, lembrando o seu papel e legado enquanto “iniciador do CDS e um dos fundadores da Democracia portuguesa”.

A Bertrand recordou que Freitas do Amaral, que hoje morreu aos 78 anos, é autor de vários livros publicados por aquele grupo editorial, entre os quais se contam os três volumes de “Memórias Políticas”, tendo sido o último disponibilizado em junho deste ano.

Citando as palavras do fundador do CDS no livro “Memórias Políticas III (1982 - 2017): 35 anos de Democracia ̶ um percurso singular”, a editora assinala como Freitas do Amaral considerava a sua vida “muito cheia e multifacetada, quase sempre a começar de novo”.

Sempre fui um cidadão ativo, movido por um forte impulso interior no sentido da participação, do reformismo e de maior justiça social”, afirmou o antigo líder político, na referida obra, lembrando o papel enquanto presidente da Assembleia Geral da Associação de Estudantes da sua faculdade, enquanto docente que fez carreira académica até ao topo, ou enquanto construtor de uma “Democracia pluralista de tipo Ocidental", nos vários cargos políticos que ocupou.

A editora evocou também, através das palavras de Freitas do Amaral, a sua presidência da União Europeia das Democracias Cristãs e da 50.ª Assembleia Geral da ONU, bem como a sua faceta de escritor, autor de obras de cariz político e histórico.

 

Parlamento e Governo da Madeira emitem notas de pesar

Os presidentes da Assembleia Legislativa e do Governo Regional da Madeira emitiram hoje notas de pesar pelo falecimento de Diogo Freitas do Amaral, “uma figura que marcou a democracia portuguesa no pós 25 de Abril”.

O presidente do parlamento madeirense destaca o papel de Diogo Freitas do Amaral, que foi “cofundador e primeiro líder do partido do Centro Democrático Social (CDS)”.

José Tranquada Gomes enunciou ainda que Freitas do Amaral foi um “ilustre jurisconsulto e figura que marcou a democracia portuguesa no pós-25 de Abril”, além de um “académico de prestígio, desempenhou relevantes funções de governação tendo ainda se destacado como Presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU)”.

O presidente da Assembleia Legislativa expressou à família do antigo ministro dos Negócios Estrangeiros as suas “sentidas condolências”.

Também o Governo Regional e o seu presidente, Miguel Albuquerque, testemunham “o mais profundo pesar pela morte, ocorrida hoje, do antigo presidente da Assembleia Geral da ONU e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, após doença prolongada”.

 

Basílio Horta lamenta a perda de um grande político e de um grande homem

O fundador do CDS Basílio Horta, atual presidente da Câmara Municipal de Sintra, reagiu hoje à morte de Freitas do Amaral afirmando que “o país perdeu um grande político e um grande homem”.

Morreu um dos meus melhores amigos, um amigo de mais de 50 anos. Morreu uma referência política, morreu um companheiro de lutas, da fundação do partido”, lamentou Basílio Horta, manifestando-se "profundamente emocionado e triste".

 

Paulo Portas enalteceu Freitas do Amaral como alguém que aguentou "a pressão dos ventos revolucionários"

O antigo líder do CDS-PP Paulo Portas enalteceu hoje Diogo Freitas do Amaral como “um dos pais da democracia representativa em Portugal”, ficando para “sempre na memória dos democratas portugueses”, como alguém que construiu um partido de democracia cristã.

O professor ficará sempre na memória dos democratas portugueses como alguém que aguentou, por vezes debaixo de tiro, a pressão dos ventos revolucionários, para construir um partido que representava a democracia cristã e viria a prevalecer, nas urnas, como um dos principais partidos portugueses”, escreveu Paulo Portas, numa nota enviada à agência Lusa.

De acordo com o também antigo vice-primeiro-ministro, Freitas do Amaral foi “um dos pais da democracia representativa em Portugal”, tendo fundando “um partido [CDS] não-socialista em 1974”.

Paulo Portas recordou também o fundador do CDS como “um dos expoentes da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia [CEE]”.

Para o ex-líder do partido centrista, “a capacidade inspiradora junto das democracias-cristãs” de Freitas do Amaral “foi decisiva para vencer resistências e dificuldades” na adesão de Portugal à CEE.

Essa adesão, não o esqueçamos, marcou a aceitação definitiva do regime democrático, fundado na legitimidade eleitoral, e do modelo de Estado de Direito e economia social de mercado que orientam a pertença às instituições europeias”, realçou.

 

Parlamento dos Açores lamenta morte de "notável político"

A presidente da Assembleia Legislativa dos Açores, Ana Luís, lamentou hoje a morte de Freitas do Amaral, definindo-o como um "notável político e professor académico que contribuiu, indubitavelmente, para a democracia nacional".

Freitas do Amaral, refere a nota enviada pelo gabinete de Ana Luís às redações, "desempenhou um papel histórico e relevante na política portuguesa, tanto como "cofundador e líder do partido do CDS" quer pelas "funções parlamentares e governativas que exerceu ao longo da sua carreira política".

"Internacionalmente, desempenhou funções de prestígio, nomeadamente como presidente da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas. Destacou-se, também, na vida académica nacional à qual se dedicou com elevado sentido de responsabilidade e empenho cívico", concretiza a socialista, presidente do parlamento dos Açores.

 

PAN recorda figura “incontornável” da democracia portuguesa

O PAN cumpriu hoje um minuto de silêncio durante o seu comício em memória de Diogo Freitas do Amaral, uma "figura incontornável" da democracia portuguesa, salientou o porta-voz do partido, André Silva.

Antes de começar o discurso do comício do PAN, em Palmela, distrito de Setúbal, André Silva recordou Diogo Freitas do Amaral, uma figura "incontornável" da democracia portuguesa.

Freitas do Amaral foi "extremamente importante na consolidação de Portugal na União Europeia", vincou, considerando o fundador do CDS "um europeísta que acreditava que as nações deveriam estar unidas para atingir objetivos comuns, tal como o PAN acredita".