O primeiro-ministro afirmou hoje que a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia alcançou hoje um dos seus principais objetivos ao fechar com o Parlamento Europeu um acordo político provisório sobre neutralidade climática até 2050.

Esta posição de António Costa foi transmitida aos jornalistas momentos antes de se reunir com o seu homólogo espanhol, Pedro Sánchez, em Andorra - um encontro à margem da XXVII Cimeira Ibero Americana.

Trata-se de um resultado muito importante, cumprindo um dos principais objetivos da nossa presidência. A União Europeia vai ser o primeiro continente a ter neutralidade carbónica em 2050, sendo que o grande esforço terá de ser feito nesta década", declarou o líder do executivo português.

Falando sobre o teor do acordo agira alcançado, o primeiro-ministro referiu que prevê "uma redução de 55% das emissões até 2030 - um objetivo que Portugal já tinha assumido, mas que é agora uma lei europeia".

Em 2016, durante a Conferência do Clima, em Marraquexe (Marrocos), tive a oportunidade de dar a voz por Portugal no sentido de ser o primeiro país do mundo a assumir este objetivo. Tenho agora uma grande satisfação em ver que um dos principais objetivos da presidência portuguesa era este e está neste momento cumprido", reforçou.

Perante os jornalistas, o primeiro-ministro observou que este passo acontece num momento em que o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez uma inversão da posição norte-americana ao nível do clima e organiza na quinta-feira uma conferência mundial.

A Europa poderá chegar a esta conferência mundial dizendo que continua na liderança. Somos os primeiros a ter esta lei do clima e vamos cumprir um conjunto de objetivos muito ambiciosos, que requerem o empenho e a mobilização de todos", disse, antes dee fazer uma alusão ao Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal.

 

O nosso PRR tem grande parte das verbas destinadas a apoiar a indústria na sua descarbonização e para o investimento em eficiência energética dos edifícios e para a mobilidade sustentável", apontou.

António Costa aproveitou ainda para elogiar o seu ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, dizendo que "liderou" as negociações com o Parlamento Europeu.

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