O ministro do Ambiente e Ação Climática considerou hoje como “crucial para a Europa e para o mundo” o atual momento e afirmou o empenho de Portugal em aumentar a ambição na adaptação às alterações climáticas.

“Portugal está empenhado em aumentar a ambição em matéria de adaptação durante a nossa Presidência do Conselho Europeu. Estamos também profundamente empenhados em assegurar que a União Europeia continue envolvida eficazmente nas várias atividades que preparam o caminho para a COP26” (conferência da ONU sobre o clima, em Glasgow), disse João Pedro Matos Fernandes na cimeira online sobre o clima organizada pelos Estados Unidos.

Falando num painel sobre adaptação e resiliência climática, o ministro português começou por destacar o facto de a União Europeia ter, na quarta-feira, conseguido um acordo para uma Lei do Clima que estabelece como objetivo reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em pelo menos 55% até 2030, comparando com 1990, tendo como objetivo final a neutralidade carbónica até 2050, e emissões negativas depois.

A criação de um órgão consultivo científico e independente e a importância da adaptação às alterações climáticas foram também destacados pelo ministro quanto à lei aprovada.

Portugal foi o primeiro país do mundo a comprometer-se com a neutralidade carbónica e por isso estamos muito satisfeitos por o acordo sobre a Lei Climática Europeia ter sido alcançado durante a nossa Presidência do Conselho. Este é um momento crucial para a Europa e para o mundo”, disse Matos Fernandes.

O ministro salientou ainda o objetivo europeu de acelerar as ações de adaptação de várias formas e referiu que em Portugal a adaptação é um “aspeto central” das políticas, nomeadamente em relação à gestão do território e da água, tendo em conta que Portugal é dos países europeus mais afetados pelas alterações climáticas.

“Por essa razão, a adaptação é também um elemento-chave do Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal”, acrescentou, explicando que há já em quase todo o país planos locais de adaptação às alterações climáticas.

“A cooperação com outros países, nomeadamente com países africanos, será também fundamental para melhorar a resiliência”, disse ainda João Pedro Matos Fernandes, lembrando que na sexta-feira se realiza em Portugal um fórum de investimento verde envolvendo a União Europeia e África.

“Portugal e a União Europeia estão prontos a envolver-se multilateralmente, a partilhar as nossas próprias práticas e experiências e a aprender com os outros. Não há dúvida de que precisamos, em conjunto, de agir agora para evitar custos de inação e os piores impactos das alterações climáticas”, afirmou.

/ AG