A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, afirmou hoje que a regionalização é um processo que tem de ser amadurecido, mas assumiu que gostaria que pudesse ser concretizado nesta legislatura.

Portanto, se é um processo que ainda divide os portugueses - e nós sabemos que ainda divide -, é um processo que tem de ser amadurecido e ponderado", afirmou.

Ana Abrunhosa falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde participou numa sessão de balanço do trabalho desenvolvido pelo C4 - Centro de Competências em Cloud Computing, que está sediado na Universidade da Beira Interior e que se dedica à investigação e aproveitamento das potencialidades da computação na nuvem.

Questionada, à margem da cerimónia, sobre a regionalização, Ana Abrunhosa referiu que "é legítimo" que os autarcas que todos os dias "sentem o preso da centralidade" reclamem a concretização do processo, mas também ressalvou que tem de ser primeiramente consolidado", dado que "é um tema que ainda divide muito" os portugueses.

Assumindo que é "defensora da regionalização", Ana Abrunhosa salientou que o processo tem de ser "coletivo e que deve ser agregador dos portugueses".

Por isso, disse, é preciso "acautelar os receios de muitas pessoas" e esse trabalho começa com a consolidação da descentralização, quer ao nível dos municípios, quer das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional.

O Estado desconcentrado é uma maneira de consolidar essa descentralização, de permitir perceber as vantagens dessa descentralização e de se passar para a regionalização acautelando os receios que muitas pessoas ainda têm em relação à regionalização", fundamentou.