Após o Orçamento do Estado ter sido chumbado pela Assembleia da República, o líder do Chega considera que é imperativo para os interesses nacionais que as novas eleições aconteçam "o mais rápido possível".

André Ventura aproveitou o momento para criticar a decisão de António Costa de não se demitir do cargo de primeiro-ministro, acusando-o de "encostar à parede" Marcelo Rebelo de Sousa.

Ficou claro que o Governo não se vai demitir, o quão agarrado está ao lugar e que prefere uma governação em duodécimos do que simplesmente assumir que hoje o modelo da geringonça e da convergência à esquerda terminou. (...) Numa altura em que estamos numa fase fulcral da retoma António Costa prefere encostar o Presidente da República à parede””, refere André Ventura.

Tendo em conta que o Presidente da República ainda terá de reunir com todos os partidos com presença parlamentar e depois terá de existir um período de 55 a 60 dias para haver novas eleições, Ventura aponta o dia 16 de janeiro como a data preferível para marcar as legislativas.

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Ventura ressalva que esta escolha iria impactar a vida interna dos partidos de direita, por terem agendados Conselhos Nacionais nos próximos tempos.

Eleições a 16 de janeiro é o que melhor serve os interesses de Portugal, mesmo que prejudique os partidos da direita”, diz o líder do Chega.

André Ventura reitera que fica claro que existem apenas duas futuras soluções governativas para Portugal: "uma alternativa de direita" ou "uma geringonça que já deu provas de não ser capaz de governar”.

O líder do Chega lembra que no debate do Orçamento do Estado “a maior agressividade do PS nem sequer foi com as bancadas da direita, foi com o Bloco e PCP”. Adiantando, o que o Chega irá dizer a Marcelo Rebelo de Sousa, na reunião com o Presidente da República.

Todos os partidos na Assembleia da República estavam conscientes de quais seriam as consequências e o desenlace deste processo. (…) Na reunião com o Presidente da República transmitiremos que só eleições, o mais rápido possível, poderão sanar aquilo que aconteceu aqui hoje. Perdeu-se qualquer capacidade de entendimento e governação”, culmina.

Nuno Mandeiro