O presidente do Chega disse este sábado ao Presidente da República que as relações entre o Governo e a esquerda falharam: "O cimento que unia uma solução de governo falhou, e o Presidente da República percebeu isso".

Desta forma, André Ventura afirma que não existe outra solução a não ser avançar para eleições antecipadas, precisamente pelo clima de instabilidade política.

Sobre a data das eleições, o presidente do Chega lembra que vários partidos de direita estão em congressos ou até mesmo em eleições.

Há que ter em conta a situação que ocorre nestes partidos", explicou, reconhecendo, no entanto, um "contexto de urgência" que "obriga a que as eleições sejam o mais rápido possível".

Nesse sentido, André Ventura aponta para 16 de janeiro como a data ideal, num equilíbrio entre preparação partidária e celeridade, para que se realizem as eleições.

O líder do Chega referiu ainda que chamou a atenção do Presidente da República para uma possível interferência nas eleições diretas de um partido, no caso o PSD.

Para André Ventura, que assim comunga da opinião de Rui Rio, que já tinha dito que o adiamento das eleições legislativas poderia favorecer Paulo Rangel na corrida interna social-democrata.

O país não pode ficar com a perceção de que o Presidente da República, sem justificação plausível, quis remeter eleições para mais tarde para que um candidato ou uma fação dentro do PSD pudesse chegar a uma solução", disse, pedindo que se coloque o país "à frente dos partidos".

António Guimarães