A líder de extrema-direita francesa, Marine Le Pen, felicitou este domingo André Ventura, candidato único, pela reeleição, com 99,1% dos votos, como presidente do Chega, considerando que um “bom presságio” para as eleições presidenciais portuguesas.

Numa publicação na rede social Twitter, a presidente do partido de extrema-direita francês Rassemblement National, Marine Le Pen, deu os parabéns a André Ventura pelo resultado nas eleições que decorreram no sábado e nas quais votaram 40% dos militantes do universo de cerca de 11 mil que estavam habilitados

Que bom presságio para as próximas eleições presidenciais em Portugal”, considerou Marine Le Pen.

Em julho, o Chega aceitou o convite para aderir ao grupo europeu Identidade e Democracia (ID), que integra partidos de extrema-direita como o de Marine Le Pen, tendo então formalizado a entrada.

Nós tínhamos já feito alguns contactos europeus. Tivemos primeiro uma maior aproximação ao grupo onde está o [partido espanhol] Vox, mas o desenvolvimento dos contactos internacionais aproximou-nos mais, quer do partido de Matteo Salvini, quer da Frente Nacional francesa”, afirmou o líder demissionário do Chega, admitindo ter tido reuniões com membros do ID.

O grupo ID é a quinta força no Parlamento Europeu, anteriormente chamado Europa das Nações e das Liberdades, e conta 73 deputados de 10 partidos de 10 países, incluindo a italiana Liga, de Matteo Salvini, a francesa União Nacional, de Marine Le Pen, e a Alternativa para a Alemanha. O líder parlamentar é o italiano Marco Zanni.

O candidato único, André Ventura, foi sábado reeleito presidente do Chega com 99,1% e considerou que começa agora “uma nova fase” do partido, tendo 56% dos votantes dito não à pena de morte para crimes muito graves.

Depois de em início de abril o deputado André Ventura se ter demitido da liderança do partido, nas eleições de hoje foi o único a apresentar-se a votos e foi reeleito com 99,1%.

No ato eleitoral de hoje o Chega promoveu ainda uma consulta interna sobre a pena de morte para crimes muito graves, tendo 56% dos militantes votado no não e os restantes 44% no sim.

/ AG